O Haiti ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o segundo principal destino das exportações brasileiras de vinhos finos e espumantes em 2026, em uma mudança de ranking que ocorre semanas após o setor registrar os impactos do tarifaço imposto pelo governo norte-americano.
Dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país caribenho importou US$ 984,5 mil em produtos brasileiros neste ano, enquanto as compras americanas somaram US$ 453,9 mil.
O Paraguai manteve a liderança entre os principais mercados compradores, com importações de US$ 3,44 milhões no período.
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Publicado em 2026-08-18 02:00:22As exportações para os Estados Unidos caíram 39,6% na comparação entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo período de 2026, passando de US$ 750,9 mil para US$ 453,9 mil.
A retração ocorreu após a adoção de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, levando vinícolas a acelerar estratégias de diversificação de mercados.
Além do Haiti, outros mercados ampliaram a demanda pelos produtos brasileiros. A Argentina registrou alta de 435% nas importações, seguida pelo Uruguai, com avanço de 124,7%. Reino Unido, Suécia e China também apresentaram crescimento em relação ao ano anterior.
Na direção oposta, além dos Estados Unidos, apenas a Guiana aparece entre os principais destinos com retração nas compras, de 31,6%.
Angola passou a integrar o grupo dos dez maiores mercados para os vinhos finos e espumantes brasileiros, substituindo a Letônia no ranking.
Apesar da queda nas exportações aos Estados Unidos, o mercado norte-americano continua sendo estratégico para as vinícolas brasileiras por reunir consumidores de maior valor agregado e representar o maior importador de vinhos do mundo.
Exportações de vinhos e espumantes
No primeiro semestre de 2026, os embarques de vinhos e espumantes brasileiros renderam US$ 6,79 milhões, crescimento de 23,73% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o faturamento foi de US$ 5,49 milhões.
Enquanto os espumantes avançaram 19,50%, atingindo US$ 1,18 milhão, os vinhos cresceram 24,66%, alcançando US$ 5,61 milhões.
No período, os rótulos brasileiros chegaram a 79 países, um aumento de 20,4% no número de mercados atendidos.
O resultado reflete a estratégia de diversificação de destinos, a intensificação das ações de promoção comercial no exterior e o maior reconhecimento da qualidade dos vinhos e espumantes produzidos no país, segundo o projeto Wines of Brazil.
A iniciativa é do Consevitis-RS em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), voltada à internacionalização das vinícolas brasileiras e à ampliação da presença dos produtos nacionais nos principais mercados consumidores.