Waack: Trump mantém Flávio em segundo plano e mira Brasília
Alinhamento em uma ação conjunta de combate ao narco tráfico ou narco terrorismo – cada um chama como quer – é para os americanos uma questão de segurança nacional
Julgando-se pelos padrões de Donald Trump, o presidente americano está sendo discreto em relação as eleições brasileiras. Até aqui está críticando o resultado e a forma das eleições, mas não chegou ao ponto de dizer que não reconhece ou que não as considera válidas.
Ele mandou um assessor arrumar um avião na Argentina para ajudar Flávio a sair de lá e chegar aos Estados Unidos. Onde o aguardava um tratamento especial e um visto provisório de permanência.
É pouco para que o clã Bolsonaro esperava, mas é significativo para as relações entre Brasil e Estados Unidos.
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Publicado em 2026-10-29 21:51:06Sugere que a Casa Branca encara essas relações de uma perspectiva estratégica que não necessariamente passa por "regime change". No caso, obviamente, "change" do regime brasileiro.
Na doutrina de segurança nacional da Casa Branca, esta parte do mundo é quintal deles. O problema é o tamanho que a China tem nesse declarado quintal americano.
Mas também o papel relevante do Brasil em três setores de importância central na geopolítica das commodities: combustíveis fósseis, minerais raros e commodities agrícolas.
Washington quer Brasília longe de Pequim, coisa que não parece fácil de se conseguir. Quer recursos naturais do Brasil.
Mas também alinhamento numa ação conjunta de combate ao narcotráfico ou narcoterrorismo – cada um chama como quer – que é para os americanos uma questão de segurança nacional.
Não vai ser fácil conseguir adesão do Brasil, que se dispõe a cooperar mas não a ser parte da instituição criada para esse fim. Por enquanto Trump parece considerar Flávio Bolsonaro uma questão menor.
Diante do que é a grande briga com o Brasil.