Waack: Investigações da PF contaminam as eleições
Cada lado comemora um gol contra o outro, mas não é um jogo de soma zero – no qual tudo se equivale – pois pelo menos dois efeitos abrangem a totalidade do processo político no Brasil
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a Polícia Federal a investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Lulinha é suspeita de tráfico de influência e corrupção em conjunto com o lobista conhecido como careca do INSS – mas esse é outro escândalo. O mesmo ministro André Mendonça já havia autorizado na semana passada pedido de investigação da Polícia Federal contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O objetivo desse inquérito é apurar para onde foram os valores doados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao senador, em princípio para bancar um filme sobre o pai dele. O primeiro efeito político eleitoral dessas investigações é evidente.
Recomendamos para você
Trump tentará interferir nas eleições para ajudar “o lado de lá”, diz Lula
Lula também relacionou o tarifaço dos EUA à atuação de Eduardo e Flávio Bolsonaro e chamou os ...
Publicado em 2026-07-30 22:45:36
Mendonça levanta sigilo sobre investigações do Caso Master contra Jaques Wagner
O ministro do STF André Mendonça levantou o sigilo sobre as investigações do caso Master que env...
Publicado em 2026-07-30 21:49:00
TRE marca novas eleições em Martinópolis e Narandiba após cassação de mandatos
Prefeitura de Martinópolis (SP) Reprodução/Google Maps O Tribunal Regional Eleitoral de S...
Publicado em 2026-07-30 20:13:01Cada lado comemora um gol contra o outro, mas não é um jogo de soma zero – no qual tudo se equivale – pois pelo menos dois efeitos abrangem a totalidade do processo político no Brasil.
O primeiro é marcar ainda mais no público a impressão de que tudo é só sujeira – e que todos são, no fundo, farinha do mesmo saco, que reforça o segundo efeito. Uma profunda aversão ao sistema, entendido como o conjunto de instituições – inclusive eleições – e o consequente descrédito sobre todas elas.
O que não se pode negar é o fato de que a política brasileira nesta fase está presa em grande medida ao que faz ou não faz a polícia e o Judiciário, incluindo aí o STF e outros Tribunais Superiores.
É uma retroalimentação perpétua das bolhas e da polarização, e o reforço da noção de que se trata de uma eleição em torno de taxas de rejeição.
O que é, no fundo, uma falta de escolhas.