Waack: Cálculo eleitoral de Lula ignora futuro da economia
O mais recente alerta – entre tantos – veio hoje na ata pela qual o Banco Central explica decisão recente de baixar só um pouquinho os juros sufocantes, que prometem permanecer por mais tempo ainda na estratosfera
As paixões cegam, principalmente as da política. Elas impedem de se enxergar o que está acontecendo bem diante da nossa cara. É a bomba que o atual governo deixou armada para si mesmo – se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguir se reeleger.
E que já coloca um enorme peso – e a necessidade de tomar medidas altamente impopulares – para qualquer outro que vença as eleições. Sim, você já adivinhou. É a bomba fiscal.
O mais recente alerta – entre tantos – veio há poucas horas na ata pela qual o Banco Central explica decisão recente de baixar só um pouquinho os juros sufocantes, que prometem permanecer por mais tempo ainda na estratosfera.
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Publicado em 2026-06-23 21:39:55Com clareza cristalina, ali está escrito que a inflação será acima do que há pouco tempo ainda se previa. Que as causas disso são de duas naturezas. Uma ninguém aqui controla – as consequências inflacionárias da guerra no Oriente Médio. A outra também ninguém controla – é a expansão dos gastos públicos e os incentivos ao consumo, especialmente via crédito.
Como assim ninguém controla, se isso é política deliberada, pensada e praticada, pelo atual governo?
Ninguém controla pois o governo está fazendo "o diabo" e injetando quase R$ 200 bilhões em subsídios, programas dos mais variados tipos, dentro e fora do orçamento. Pois é só assim que acha que ganha a próxima eleição.
E o que vem depois?
Ora, o que vem depois está numa frase que já tem cerca de 250 anos de idade, e atribuída ao rei francês Luis XV – na verdade, teria sido dita pela amante dele. A frase é: "depois de mim, é o dilúvio".
E foi mesmo o que aconteceu.