A Venezuela concedeu, nesta quinta-feira (11), uma licença à britânica Shell para a exploração e exportação de gás, somando-se às transnacionais que retornam ao país graças a uma recente reforma da lei de hidrocarbonetos que abriu o setor ao investimento estrangeiro.
A presidente interina Delcy Rodríguez impulsionou em janeiro uma nova lei de hidrocarbonetos sob pressão dos Estados Unidos, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar americana.
O governo de Rodríguez firmou acordos com várias das principais petroleiras do mundo, entre elas a britânica BP e a espanhola Repsol.
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Publicado em 2026-06-11 22:55:24Com essa licença, a Shell poderá explorar o campo Loran, que contém sete jazidas de gás natural, seis delas transfronteiriças com Trinidad e Tobago, informou a presidência da Venezuela em comunicado.
Segundo Rodríguez, essa concessão “vai permitir que a Venezuela dê um passo muito importante em seu desenvolvimento gasífero e também como exportadora de gás”. Ela apontou que esse campo de gás ficou abandonado por 23 anos.
Após a aprovação da reforma da lei de hidrocarbonetos no fim de janeiro, Washington começou a flexibilizar as sanções contra a Venezuela. O país possui as maiores reservas de petróleo do mundo e também é rico em gás natural.
Peter Costello, presidente de Exploração e Produção da Shell, afirmou que “a assinatura desses acordos é uma conquista maravilhosa para a Venezuela e para a Shell e ressalta a nossa parceria de longa data”.
Especialistas do setor petrolífero têm apontado que a Venezuela desperdiça bilhões de pés cúbicos de gás, o que provoca perdas econômicas e graves danos ambientais.