Veja seleções "sem passaporte próprio" na Copa do Mundo 2026
Editor de Internacional da CNN Diego Pavão explica que exceções no estatuto da FIFA permitem que territórios do Reino Unido e da Holanda disputem o Mundial de forma independente
A Copa do Mundo de 2026 contará com seleções que representam territórios "sem passaporte próprio", como a Escócia e Curaçao. Esses países fazem parte de nações maiores — o Reino Unido e a Holanda, respectivamente — mas participam do torneio de forma independente graças a exceções previstas no estatuto da FIFA.
O editor de Internacional da CNN Diego Pavão explicou que existem duas lógicas distintas quando o assunto é reconhecimento de países. "São duas lógicas diferentes quando a gente olha, por exemplo, para a geopolítica, para as relações internacionais, para a diplomacia, para a própria ONU", afirmou.
Nessa perspectiva, determinados países não podem ser divididos. No entanto, para o futebol e para a FIFA, essa divisão é possível em casos específicos.
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Publicado em 2026-06-13 11:25:18A exceção da Escócia
A Escócia é um dos quatro países constituintes do Reino Unido, ao lado da Inglaterra, do País de Gales e da Irlanda do Norte. Ela se classificou para a Copa do Mundo de 2026 e enfrentará o Brasil na fase de grupos.
A possibilidade de disputar o torneio de forma independente existe porque o estatuto da FIFA prevê uma exceção especial para o Reino Unido, reconhecido como país criador do futebol. Segundo Diego Pavão, "o Reino Unido, por ser um país criador do futebol, tem o direito de disputar uma Copa do Mundo com seus países jogando de forma independente".
Essa condição foi estabelecida historicamente quando a FIFA começou a se expandir. A Federação de Futebol da Escócia, por exemplo, é anterior à própria FIFA — fundada em 1873, décadas antes da criação da entidade máxima do futebol, em 1904.
O editor destacou que o Reino Unido condicionou sua adesão à FIFA ao direito de seus países jogarem separadamente: "A gente vai fazer parte da FIFA, não vamos boicotar a FIFA, mas a gente quer jogar separadamente com os nossos países".
O caso de Curaçao
Curaçao é uma pequena ilha caribenha com cerca de 150 mil habitantes, localizada próxima à Venezuela, e é um país constituinte da Holanda. Sua participação independente na Copa do Mundo se baseia em um segundo artigo de exceção do estatuto da FIFA, que permite que um território jogue separado do país ao qual pertence, desde que o "país mãe" conceda autorização formal.
"A Holanda deu uma autorização especial para Curaçao, que faz parte da Holanda, poder jogar a Copa separadamente", explicou Pavão.
Diferentemente de outros territórios com fortes movimentos separatistas, Curaçao não apresenta tensões políticas expressivas em relação à Holanda, o que facilitou a concessão dessa autorização.
Pavão usou a Espanha como contraponto: "A Espanha nunca daria uma autorização para a Catalunha jogar a Copa do Mundo separadamente", pois isso poderia inflar o movimento separatista local.
Além disso, quando Curaçao entrar em campo na Copa, tocará seu próprio hino — escrito em papiamento, a língua local da ilha —, e não o hino holandês.