A eleição de 2026 renovou dois terços do Senado, todos com mandato até 2035. Cada um 54 senadores eleitos trazem consigo dois suplentes, que podem assumir uma cadeira na Casa caso o titular se afaste temporária ou definitivamente durante os oito anos de mandato. ?A Constituição estabelece que cada senador é eleito com dois suplentes. Em caso de vacância ou licença, a convocação segue a ordem registrada na chapa: primeiro o 1º suplente e, quando necessário, o 2º. Assim, embora os votos sejam direcionados ao candidato titular, a eleição para o Senado também define previamente quem poderá representar cada estado caso o senador eleito deixe de exercer o mandato ao longo dos oito anos seguintes. Ao todo, são 108 suplentes vinculados aos senadores escolhidos. O histórico recente do Senado mostra que a substituição de titulares é frequente. De acordo com o Senado, considerando a atual legislatura — formada pelos senadores eleitos para os períodos de 2019 a 2026 e de 2023 a 2030 —, 42 suplentes já exerceram o mandato. Dez deles estão atualmente no exercício da função. Só entre 2023 e 2026, 28 suplentes exerceram o mandato de senador. Desses, seis estão atualmente no cargo em decorrência de renúncia ou morte do titular; quatro estão em exercício devido a licença do titular superior a 120 dias; e outros 18 ocuparam uma cadeira em algum momento desde 2023, mas já deixaram o exercício do mandato. Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária destinada à deliberação de autoridades. Ordem do dia. Carlos Moura/Agência Senado Entre os suplentes eleitos em 2026 há políticos experientes, empresários, parentes dos titulares e de outros políticos, dirigentes partidários e liderança religiosas e pessoas que nunca exerceram mandato eletivo. Segundo o cientista político do Observatório de Política do Nordeste, Marcos Paulo Campos, a escolha dos suplentes geralmente ocorre para agregar forças políticas, conseguir mais recursos para a campanha ou para incluir um parente do próprio candidato ou de alguém relevante politicamente. "É sempre a soma de recursos políticos: finanças, potencial eleitoral, inserção institucional. No caso das grandes alianças, os suplentes são parte da composição de forças", disse Campos. Parentes ocupam posições em diferentes chapas No Distrito Federal, a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL) terá o irmão Diego Torres (PL) como primeiro suplente. Já Bia Kicis (PL) terá o filho, Samuel Kicis (PL), na primeira suplência. No Amazonas, Eduardo Braga (MDB) terá novamente a esposa, Sandra Braga (MDB), como primeira suplente. Ela já ocupou a cadeira do marido em 2015, quando Braga deixou temporariamente o Senado para assumir o Ministério de Minas e Energia. No Pará, a chapa de Helder Barbalho (MDB) tem como primeiro suplente o próprio pai, Jader Barbalho (MDB). Jader tem longa passagem pelo Congresso e foi eleito senador em diferentes ocasiões. Em Minas Gerais, Pablo Gontijo (PL), segundo suplente de Domingos Sávio, é filho do próprio senador eleito. No Piauí, o segundo suplente do senador Marcelo Castro (MDB) é seu filho, Dário Castro (MDB) é filho. No Rio Grande do Norte, o senador reeleito Styvenson Valentim (Podemos) terá a irmã, Kelly Valentim (Podemos), como primeira suplente. No Mato Grosso do Sul, a composição de Reinaldo Azambuja (PL) inclui outro senador: Nelsinho Trad (PSD), que abriu mão da candidatura à reeleição. No Rio Grande do Sul, Ireneu Orth (PP), primeiro suplente de Sanderson (PL), já assumiu temporariamente o mandato de Luis Carlos Heinze. Orth é produtor rural, presidente da Aprosoja-RS e ex-prefeito de Tapera. Empresários e grandes patrimônios Outro grupo recorrente entre os suplentes é o de empresários. No Distrito Federal, Renato Figueiredo (PL), segundo suplente de Bia Kicis, declarou patrimônio de R$ 49,6 milhões. Em Mato Grosso, Odílio Balbinotti (PL), primeiro suplente de José Medeiros, é empresário do agronegócio. Em Tocantins, Pastore (PL), primeiro suplente de Eduardo Gomes, declarou patrimônio de R$ 677 milhões. Em São Paulo, Vicente Santini (Republicanos), primeiro suplente de Guilherme Derrite, declarou R$ 41,5 milhões em bens. Advogado, foi secretário nacional de Justiça e assessor especial da Presidência durante o governo Jair Bolsonaro. O segundo suplente, Julio Serson (PP), é empresário do setor de hotelaria e ex-secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo. Saiba quem são os 108 suplentes de senadores Acre Márcio Bittar (PL) 1º suplente: Jebert Nascimento (PL) 2º suplente: Livio Veras (PP) Mara Rocha (Republicanos) 1º suplente: PR Moreira (Republicanos) 2º suplente: não tem Alagoas Arthur Lira (PP) 1º suplente: Luiz Romero (PL) 2º suplente: Gustavo Feijó (PP) Marina JHC (PSDB) 1º suplente: Dra. Eudócia (PSDB) 2º suplente: Ronaldo Lessa (PDT) Amapá Rayssa Furlan (Podemos) 1º suplente: Neto Furlan (Podemos) 2º suplente: Marlucia Sullyvan (Podemos) Lucas Barreto (PSD) 1º suplente: Paulo Albuquerque (PSD) 2º suplente: Diogo Grunho (PSD) Amazonas Eduardo Braga (MDB) 1º suplente: Sandra Braga (MDB) 2º suplente: Miguel Biango (MDB) Plínio Valério (PSDB) 1º suplente: Kelly Barbosa (PSDB) 2º suplente: Professora Judite (PSDB) Bahia Rui Costa (PT) 1º suplente: Ronaldo Carletto (Avante) 2º suplente: Jailma (PT) Jaques Wagner (PT) 1º suplente: Edvaldo Brito (PSD) 2º suplente: Aladilce (PCdoB) Ceará Cid Gomes (PSB) 1º suplente: Junior Mano (PSB) 2º suplente: Julio Ventura (PSB) Luizianne Lins (Rede) 1º suplente: Chagas Vieira (PDT) 2º suplente: Rodrigo Oliveira (MDB) Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) 1º suplente: Diego Torres (PL) 2º suplente: Cristian Viana (Podemos) Bia Kicis (PL) 1º suplente: Samuel Kicis (PL) 2º suplente: Renato Figueiredo (PL) Espírito Santo Renato Casagrande (PSB) 1º suplente: Marcelo Coelho (PP) 2º suplente: Pastor Marcelo Ferreira Evair de Melo (Republicanos) 1º suplente: Dant Nicchio (PL) 2º suplente: Luiz Emanuel (Republicanos) Goiás Gustavo Gayer (PL) 1º suplente: Leonardo Rizzo (PL) 2º suplente: Emerson Lima (PL) Gracinha Caiado (União) 1º suplente: Alexandre Baldy (PP) 2º suplente: Fião (União) Maranhão André Fufuca (PP) 1º suplente: Fernando Fialho (PSDB) 2º suplente: Sargento Barbosa (PP) Lahesio Bonfim (Novo) 1º suplente: Maurício Rizzi (Novo) 2º suplente: Franciscano Soares (PSD) Mato Grosso Mauro Mendes (União) 1º suplente: Cidinho Santos (PP) 2º suplente: Elson Ramos (Podemos) José Medeiros (PL) 1º suplente: Odílio Balbinotti (PL) 2º suplente: Xuxu Dal Molin (PL) Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PL) 1º suplente: Nelsinho Trad (PSD) 2º suplente: Felipe Mattos (União) Capitão Contar (PL) 1º suplente: Claudio Mendonça (PP) 2º suplente: Luciano Barbosa Rodrigues (PP) Minas Gerais Marília Campos (PT) 1º suplente: Luciana Costa (PSB) 2º suplente: Laércio Cintra (PSB) Domingos Sávio (PL) 1º suplente: Bráulio Braz (PL) 2º suplente: Pablo Gontijo (PL) Pará Helder Barbalho (MDB) 1º suplente: Jader Barbalho (MDB) 2º suplente: Samuel Câmara (Republicanos) Chicão (União) 1º suplente: Joel Lobato (MDB) 2º suplente: Pastor Ibanês (União) Paraíba Veneziano Vital do Rêgo (MDB) 1º suplente: Janine Lucena (PSD) 2º suplente: Paulo Rebello (MDB) João Azevêdo (PSB) 1º suplente: Chico Mendes (PSB) 2º suplente: Roberto Franca (PSB) Paraná Filipe Barros (PL) 1º suplente: Paulo Base (PL) 2º suplente: Sergio Domingues (PL) Deltan Dallagnol (Novo) 1º suplente: Wilson Picler (PL) 2º suplente: Markenson Marques dos Santos (Novo) Pernambuco Humberto Costa (PT) 1º suplente: Luciano Bivar (MDB) 2º suplente: Professor Manoel Moraes (PT) Marília Arraes (PDT) 1º suplente: Abel Neto (PSB) 2º suplente: Edjane Figueiredo (PSB) Piauí Marcelo Castro (MDB) 1º suplente: Dr. Felipe Sampaio (MDB) 2º suplente: Dário Castro (MDB) Júlio César (PSD) 1º suplente: Rosário Bezerra (PT) 2º suplente: Pedro Rocha (PT) Rio de Janeiro Carlos Jordy (PL) 1º suplente: Lucimar Ferreira (PL) 2º suplente: Zé Augusto Nalin (PL) Carlos Portinho (PL) 1º suplente: Samuel Malafaia (PL) 2º suplente: Marcelinho (PL) Rio Grande do Norte Samanda de Lula (PT) 1º suplente: Pluvia Oliveira (PT) 2º suplente: Oswaldo Negrão (PCdoB) Styvenson Valentim (Podemos) 1º suplente: Kelly Valentim (Podemos) 2º suplente: Milena Galvão (PSDB) Rio Grande do Sul Sanderson (PL) 1º suplente: Ireneu Orth (PP) 2º suplente: Ernani Mello (PL) Marcel Van Hattem (Novo) 1º suplente: Sérgio Turra (PP) 2º suplente: Ricardo Jobim (Novo) Rondônia Dr. Fernando Máximo (PL) 1º suplente: Sandra Moraes (Podemos) 2º suplente: Caico (PL) Bruno Scheid (PL) 1º suplente: Guilherme Teodoro (PL) 2º suplente: Dilceu Fernandes (PL) Roraima Nicoletti (PL) 1º suplente: Subtenente Vélton (PL) 2º suplente: Michele Gutierrez (PL) Teresa Surita (MDB) 1º suplente: Flávio Zacher (PDT) 2º suplente: Professora Ilma Xaud (PDT) Santa Catarina Carol de Toni (PL) 1º suplente: Geraldo Wetzel Neto (Novo) 2º suplente: Andrey Tomazi (PL) Carlos Bolsonaro (PL) 1º suplente: Rafael Caleffi (PL) 2º suplente: Balduino Rodrigues (PL) São Paulo André do Prado (PL) 1º suplente: Fernando Godoy (PL) 2º suplente: Rute Costa (PL) Guilherme Derrite (PP) 1º suplente: Vicente Santini (Republicanos) 2º suplente: Julio Serson (PP) Sergipe Rogério Carvalho (PT) 1º suplente: Bruno Costa (PT) 2º suplente: Fabiano Oliveira (PSD) Alessandro Vieira (MDB) 1º suplente: Adriana Carvalho (MDB) 2º suplente: Joãozinho de Solinha (MDB) Tocantins Eduardo Gomes (PL) 1º suplente: Pastore (PL) 2º suplente: Lusinete Bispo (PL) Alexandre Guimarães (MDB) 1º suplente: Igor Danin (MDB) 2º suplente: Thiago Simas (MDB)
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