Unica defende E32 e estima economia bilionária
Proposta para elevar mistura de etanol na gasolina pode poupar R$ 8 bilhões em importações
A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) avalia que a adoção do E32 poderá evitar a importação de aproximadamente 450 milhões de litros de gasolina por ano. A entidade reforça a proposta de ampliar de 30% para 32% a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina (E32), que avançou nas discussões do Governo Federal.
O tema foi debatido em reunião realizada nesta terça-feira (9) com representantes do setor de biocombustíveis e integrantes do governo e deve ser analisada pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) nas próximas semanas.
A medida é defendida pela indústria sucroenergética como uma forma de ampliar o uso de combustíveis renováveis, reduzir a dependência externa e fortalecer a segurança energética do país.
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Publicado em 2026-06-10 11:58:29Em nota, o presidente da Unica, Evandro Gussi, afirmou que a mudança representa um novo avanço na participação do etanol na matriz energética brasileira.
“O avanço para o E32 representa mais um passo na ampliação do uso de etanol na matriz de combustíveis do país. Trata-se de uma medida que fortalece a segurança energética nacional ao reduzir a necessidade de importação de gasolina”, disse.
De acordo com Gussi, o setor sucroenergético tem capacidade para atender à demanda adicional gerada pelo aumento da mistura. Ele também argumenta que a competitividade atual do etanol tende a ampliar os benefícios econômicos para os consumidores.
A entidade destaca ainda que, desde o início da escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, a diferença de preços entre etanol e gasolina teria gerado uma economia estimada em R$ 2 bilhões aos consumidores brasileiros.
Além disso, a substituição parcial da gasolina importada por etanol produzido no país teria proporcionado uma economia de cerca de R$ 8 bilhões à economia nacional, segundo cálculos da Unica.
A eventual aprovação do E32 ocorre em meio aos esforços do governo para ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética e reduzir a exposição do país às oscilações do mercado internacional de petróleo e derivados. O CNPE ainda não informou a data da votação da proposta.