Unhas quebradiças? Veja 3 dicas para deixá-las mais saudáveis

Carnes magras, ovos, peixes e leguminosas ajudam a fortalecer a estrutura da unha e podem acelerar seu crescimento

Simone Machado, colaboração para a CNN Brasil

Compridas, curtas, com esmalte ou no tom natural, a estética das unhas é só uma parte visível dessas estruturas. Por baixo do esmalte, elas revelam sinais sobre alimentação, hidratação e até sobre doenças que muita gente ignora.

Ao contrário do que muita gente imagina, manter as unhas saudáveis exige mais rotina do que o uso de produtos milagrosos. Além disso, um dos hábitos mais populares do país, tirar a cutícula, pode não ser tão indicado assim.

“As unhas saudáveis apresentam uma coloração mais uniforme. A superfície fica relativamente lisa, de boa aparência, não tem tantas mudanças persistentes de cor, nem de espessura. Quanto ao formato e à textura, eles se apresentam em normalidade, nada que chame muita atenção”, diz Alê Nogueira, professora de podologia da Universidade Anhembi Morumbi.

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No entanto, alterações nesses aspectos podem significar que alguns cuidados precisam ser tomados em relação às unhas, como evitar o contato com produtos químicos, cuidar da hidratação e até mesmo dar uma pausa no uso de esmaltes.

Há ainda casos em que é necessário buscar ajuda médica. “Alterações como a cor, o formato, a espessura, ter unhas muito frágeis que vivem lascando, quebrando, ter algumas manchas e deformidades podem chamar atenção. Muitas vezes a causa está na própria unha, como ter um trauma, alergia, dermatite ou infecções tanto por fungos quanto por bactérias. Mas alguns sinais nas unhas também podem estar relacionados com doenças renais”, detalha Andressa Vargas, dermatologista.

Mas, afinal, como deixar e manter as unhas saudáveis? Abaixo listamos algumas dicas e também um erro que é bastante comum. Veja!

3 dicas para manter as unhas saudáveis

1. Cuide da alimentação

A unha é feita basicamente de queratina, uma proteína que depende de aminoácidos vindos da alimentação. Carnes magras, ovos, peixes e leguminosas ajudam a fortalecer a estrutura da unha e podem acelerar seu crescimento.

A deficiência de nutrientes como ferro, zinco e biotina está associada a unhas mais frágeis e ao aparecimento de manchas esbranquiçadas. Vegetais verde-escuros, castanhas, cereais integrais e leguminosas são boas fontes desses nutrientes.

Além disso, a vitamina C ajuda o corpo a absorver melhor o ferro dos alimentos, então também é importante não se esquecer dela.

Unhas que quebram com facilidade, descamam ou apresentam manchas persistentes nem sempre têm origem só na alimentação ou nos cuidados diários. Alterações que não melhoram com uma dieta equilibrada podem indicar problemas de tireoide, psoríase, líquen plano ou micose de unha.

“É importante lembrar que unhas quebradiças não significam falta de vitamina e a suplementação sem investigar a causa não está indicada”, acrescenta a dermatologista.

2. Hidratação e proteção

Focar na hidratação das mãos e esquecer as unhas e cutículas é um erro, já que elas também precisam de atenção diária. A pele ao redor da lâmina ungueal, ou seja, da base da unha, é fina e sensível e, quando fica ressecada, podem ocorrer fissuras, infecções e deixar as unhas quebradiças. Por isso, o uso de cremes e óleos específicos para cutículas ajuda a manter a hidratação nessa região e reduz o risco de descamação e quebra.

Mas não é só isso! O contato frequente com água, sabão, detergente e álcool em gel está entre os principais vilões da saúde das unhas. Essas substâncias removem a camada natural de proteção da pele e da cutícula, deixando a região mais seca e vulnerável a rachaduras.

No caso do álcool em gel, cujo uso se popularizou nos últimos anos, o ressecamento é ainda mais intenso, já que o produto evapora rapidamente e leva consigo a umidade natural da pele. O recomendado é reaplicar hidratante após cada uso mais intenso desses produtos.

Outra medida simples, mas bastante ignorada, é o uso de luvas de proteção durante tarefas domésticas, como lavar louça, limpar banheiros ou manusear produtos de limpeza. A barreira física evita o contato direto da pele com substâncias químicas e água quente, dois fatores que aceleram o ressecamento e o enfraquecimento da unha.

Combinada à hidratação regular, essa proteção ajuda a preservar a integridade das unhas ao longo do tempo e evita que pequenos danos se acumulem e se tornem problemas, como unhas quebradiças ou cutículas machucadas.

3. Dê um tempo para as unhas

Manter as unhas sempre esmaltadas pode ressecar e enfraquecer a unha, além de favorecer infecções por fungos. Por isso é importante intercalar dias sem esmalte para ajudar na recuperação.

No entanto, não existe uma regra ou uma quantidade de dias ideal para ficar com ou sem esmalte. Tudo vai depender da situação da unha.

“O problema maior está na esmaltação prolongada, no uso frequente de removedores agressivos e procedimentos que traumatizem tanto a lâmina quanto a cutícula. Se houver ressecamento, alguma descamação ou fragilidade, é interessante a gente pausar por um período o uso do esmalte e hidratar bastante a unha e a cutícula”, acrescenta Vargas.

Tirar a cutícula com alicate é um erro

A cutícula não é um excesso de pele sem função. Ela tem o papel de vedar a região entre a pele e a unha e protege a matriz ungueal, ou seja, aquela área responsável por formar a unha nova, contra fungos e bactérias. Ao cortá-la, abre-se uma porta de entrada para infecções e inflamações.

O procedimento repetido também engrossa a cutícula com o tempo, criando um ciclo que exige remoções cada vez mais frequentes. A orientação dos especialistas é evitar a remoção completa. O mais seguro é amolecer a região e apenas empurrar suavemente o excesso, sem cortar.

“Essa porta de entrada é numa região muito sensível e se contamina muito fácil. Então, mesmo que não exista um sangramento visível ou uma lesão, ela existe e ela está lá. Por isso, a recomendação é não retirar as cutículas. Você pode fazer uma limpeza superficial, tirar aquela cutícula que sobe pela unha, mas não remover a cutícula como é feito hoje em dia”, acrescenta a pedóloga.

Além disso, alicates e outros utensílios sem esterilização adequada podem transmitir vírus, incluindo os das hepatites B e C. O risco aumenta em salões sem controle rigoroso de biossegurança, por isso, levar o próprio material, como alicates é a opção mais segura.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/style/beleza/unhas-quebradicas-veja-3-dicas-para-deixa-las-mais-saudaveis/