Chineses em Pequim acompanham em telão a visita de Trump a Xi Jinping (Foto: WU HAO/EFE/EPA)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (14) que a China vai encomendar 200 aviões da fabricante americana Boeing, o primeiro acordo comercial anunciado na visita de três dias que o mandatário republicano está fazendo a Pequim.

“Uma coisa que ele concordou hoje é que vai encomendar 200 jatos”, disse Trump em entrevista para a emissora Fox News, citando o ditador chinês, Xi Jinping, com quem se reuniu mais cedo.

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“Da Boeing. Duzentos aviões grandes. Isso vai gerar muitos empregos”, acrescentou Trump, que afirmou que a empresa havia solicitado a intermediação de um pedido menor. “A Boeing queria 150, e conseguiu 200”, disse Trump.

Pequim ainda não se pronunciou sobre o assunto. Segundo a agência Reuters, as ações da Boeing caíram mais de 4% após a veiculação da entrevista de Trump, já que havia sido especulado que a fabricante de aviões estava perto de fechar um acordo para vender 500 ou mais aeronaves para a China.

Antes do encontro com Xi, Trump disse que pediria ao ditador para “abrir” a China às empresas americanas. Vários empresários viajaram na delegação do presidente americano, como Tim Cook, CEO da Apple; Kelly Ortberg, o principal executivo da Boeing; Dina Powell, presidente da Meta; Jensen Huang, presidente e CEO da Nvidia; e Elon Musk, proprietário da Tesla, da SpaceX e do X.

Segundo informações da agência EFE, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, afirmou nesta quinta-feira numa reunião com os empresários americanos que acompanham Trump que a China e os Estados Unidos “podem e devem continuar sendo amigos e parceiros”.

“As diversas diferenças entre nós promoveram o desenvolvimento estável, saudável e sustentável das relações entre a China e os Estados Unidos”, declarou Li no encontro no Grande Palácio do Povo, em Pequim.

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