Trump chama candidatos democratas de extremistas em discurso em Washigton
Em Washington, Trump dedicou os primeiros 15 minutos do discurso a justificar reforma polêmica no espelho d'água do Lincoln Memorial
O presidente americano, Donald Trump, discursou em Washington na véspera das eleições de meio de mandato, em evento realizado diante do espelho d'água do Lincoln Memorial.
O discurso foi descrito como o último ato presencial de campanha de Trump em favor dos candidatos republicanos na capital americana, e descreveu os candidatos democratas como "extremistas".
Uma parte considerável da fala foi dedicada a justificar a reforma realizada no espelho d'água do Lincoln Memorial, obra que gerou grande polêmica.
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Publicado em 2026-11-02 21:34:30Segundo relatos, Trump quis pintar o espelho d'água de azul, o que provocou uma proliferação de algas e obrigou o local a ser coberto temporariamente.
O espaço é historicamente simbólico nos Estados Unidos — foi palco de discursos célebres, como o de Martin Luther King na década de 1960 — e sua interdição impediu que visitantes da capital pudessem contemplar o local.
Trump alegou que o espelho havia sido alvo de vandalismo para justificar a intervenção.
Críticas aos democratas e eleições de meio de mandato
Após os primeiros 15 minutos dedicados à obra, Trump voltou sua atenção para as eleições.
Ele afirmou que as eleições de meio de mandato seriam "as mais importantes de nossas vidas" e partiu para um ataque direto aos candidatos do Partido Democrata.
"O Partido Democrata indicou a lista de candidatos mais extrema e perigosa da história americana. Esses são os candidatos mais perigosos já lançados", declarou Trump.
Em seguida, convocou os eleitores: "Com o seu voto, vamos decidir se esses extremistas receberão poder ou não."
As pesquisas apontavam, naquele momento, um cenário favorável aos democratas na disputa.
Caso conquistassem a maioria no Congresso, os democratas teriam acesso a ferramentas para pressionar Trump, como a abertura de investigações contra ele e integrantes de sua família, a convocação de autoridades do governo federal para prestar depoimentos e até mesmo a abertura de novos processos de impeachment.
Embora a remoção do cargo seja considerada improvável, o mecanismo foi apontado como um instrumento de pressão política capaz de influenciar a opinião pública e afetar a imagem do Partido Republicano nas próximas eleições presidenciais.