O governo federal estuda a criação de um Ministério da Segurança Pública, e os nomes cotados para comandar a nova pasta ainda não foram definidos. Há um dilema central na escolha: optar por um perfil técnico ou por um nome com maior peso político.
O analista de política Pedro Venceslau apontou, durante o CNN 360º desta quarta-feira (4), que entre os cotados com perfil político aparecem Rui Costa e Camilo Santana, ambos do PT.
Rui Costa, que foi chefe da Casa Civil e foi eleito senador, é apontado como um dos principais quadros do PT da Bahia e tem proximidade com o presidente Lula, além de experiência com a área de segurança pública em função de sua passagem como governador do estado.
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Publicado em 2026-11-04 20:36:15Camilo Santana, também senador e apontado como um dos responsáveis pela vitória de Lula no segundo turno, poderia se projetar como possível candidato à presidência da República em 2030 ao assumir uma pasta de alta visibilidade e sensibilidade para o eleitorado.
Fernando Haddad também aparece na lista, sendo igualmente mencionado como possível representante do PT no cenário político pós-Lula.
No entanto, Venceslau destacou que há um risco associado à escolha de um nome político: “Há o temor de que o petista que ocupar esse cargo possa acabar enfrentando um grande desgaste e acabe acontecendo o oposto, em vez de se projetar, acabe ficando desgastado.”
Nomes com perfil técnico
No campo técnico, o nome que surge com mais naturalidade é o do promotor Lincoln Gakiya, chefe do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo. Segundo Venceslau, Gakiya é muito respeitado pelo presidente Lula e pelos petistas.
“Muito combativo em relação ao Primeiro Comando da Capital, tem travado essa luta há muito tempo, foi ameaçado de morte, e conhece como ninguém o funcionamento, o organograma e como atua o PCC e outras facções criminosas”, destacou o analista.
Outro nome técnico ventilado é o de Chico Lucas, atualmente secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. Advogado e procurador, Chico Lucas foi secretário de segurança do Piauí e é responsável pelo programa Celular Seguro, descrito como uma das vitrines do governo na área de segurança pública.
“Nessa época de transição, mesmo que seja para o mesmo governo, sempre há listas de apostas, de nomes ventilados, e muitas vezes acaba nem sendo alguém que aparece nessas listas”, observou Venceslau.