Tebet critica debate por redução da maioridade: "Lacração das redes"

Para Simone Tebet, em entrevista ao Bastidores CNN, o país precisa debater temas mais urgentes de segurança pública, como a classificação de PCC e CV como organizações terroristas

A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB-SP) criticou o debate em torno da redução da maioridade penal e defendeu que o Brasil precisa se concentrar em questões mais urgentes de segurança pública.

Em entrevista ao Bastidores CNN desta quinta-feira (11), ela afirmou que o país precisa "sair da lacração das redes sociais" e enfrentar problemas de maior envergadura.

"Sair desse discurso raso que virou a política hoje, discutindo questões pontuais, se vai ou não reduzir a maioridade penal, quando o problema da segurança pública de São Paulo e do Brasil é infinitamente maior", afirmou.

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Entre os temas que considera prioritários, Tebet destacou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações transnacionais. Segundo ela, os Estados Unidos já reconhecem essas facções como grupos terroristas, o que eleva o nível de urgência do debate.

Além da segurança pública, Tebet também citou a mobilidade urbana como outro tema relevante e urgente. Na sua avaliação, as grandes metrópoles brasileiras enfrentam desafios sérios nessa área que exigem atenção política qualificada e experiente.

"São temas relevantes como esses que exigem um time de envergadura como o estamos montando aqui", afimou Tebet, mencionando a construção da chapa em torno da candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo.

Composição da chapa

No campo eleitoral, Simone Tebet, que é pré-candidata ao Senado, comentou as negociações em torno da composição da chapa do PT no estado.

Ela elogiou Márcio França (PSB), descrevendo-o como "um baita de um companheiro, uma pessoa extraordinária de diálogo, de consenso, que joga em time", e disse que ele seria um excelente nome tanto para uma pré-candidatura ao Senado quanto para compor a vice de Haddad.

Tebet ressaltou, porém, que as conversas ainda não aconteceram e que o momento certo para os acertos ainda está por vir.

"Eu sou a última pessoa a poder advogar um nome para compor um nome para uma chapa comigo na candidatura ao Senado", concluiu a ex-ministra.

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