A CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou um posicionamento oficial alertando que as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos representam uma ameaça direta às exportações brasileiras. A informação foi apurada pela analista de Política da CNN Larissa Rodrigues ao Live CNN.

Segundo a entidade, ao menos 20 dos 27 estados brasileiros já reduziram o envio de produtos ao mercado norte-americano desde a primeira sobretaxação de 10% que entrou em vigor.

De acordo com os dados apresentados pela CNI, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 13% desde o início das disputas tarifárias, resultando em um prejuízo estimado de US$ 2,6 bilhões. A tendência, segundo a confederação, é de piora com a nova sobretaxação, que passa a vigorar a partir da próxima quarta-feira (22).

Recomendamos para você

Esforços diplomáticos e articulações técnicas

Para tentar contornar o impasse, a CNI chegou a contratar o ex-diretor da OMC (Organização Mundial do Comércio) Roberto Azevêdo com o objetivo de articular junto ao governo norte-americano uma abordagem mais técnica para a questão.

No entanto, as discussões acabaram ganhando um caráter fortemente político, dificultando os avanços nas negociações.

Nas conversas realizadas recentemente, o governo dos Estados Unidos teria deixado uma porta aberta para negociações. Além disso, a lista de exceções tarifárias foi ampliada no documento oficial divulgado pelo governo norte-americano, o que leva o mercado a questionar se o impacto final será tão severo quanto o inicialmente estimado.

Setor cafeeiro comemora isenção, mas alerta para nova investigação

Entre os setores afetados pelas tarifas, o cafeeiro teve motivo para celebrar: o café e seus derivados ficaram de fora da taxa de 25% imposta pelos Estados Unidos. Ainda assim, entidades do setor manifestam preocupação com uma segunda investigação em andamento, que pode resultar em cobranças adicionais sobre produtos brasileiros.

A Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), por sua vez, atribuiu ao governo brasileiro a responsabilidade pelo que classificou como “ruídos diplomáticos desnecessários”, afirmando que o país teria minado vínculos de mais de 200 anos construídos com os Estados Unidos.

O presidente da CNI, em nota, declarou que “não se pode poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que o Brasil e os Estados Unidos construíram ao longo de suas histórias”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/tarifaco-ameaca-exportacoes-brasileiras-avalia-cni/