O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comentou nesta quinta-feira (14) os áudios de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro divulgados no dia anterior. O político classificou a situação como “preocupante” e que “precisa ser esclarecida”.
Na sequência, o governador apoiou a postura de Flávio, que postou um vídeo nas redes sociais rebatendo as críticas sobre cobranças ao banqueiro de valores para o filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“O Flávio imediatamente procurou dar todos os esclarecimentos, entrou em campo, falou do que se tratava. Precisa continuar dando esclarecimentos à medida que as perguntas forem aparecendo, que é fundamental que todo mundo tenha segurança na relação ou no que aconteceu para que ele possa continuar fazendo o que ele fez ontem: deu a cara a tapa, falou, se pronunciou e procurou explicar o que aconteceu”, disse.
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Publicado em 2026-05-14 15:26:07Ao ser questionado sobre um possível impacto do episódio na pré-campanha de Flávio à Presidência da República pelo PL (Partido Liberal) com a reeleição de Tarcísio a São Paulo, o governador afirmou ainda não ter conversado com Flávio, mas que “vai seguir em frente”.
“Esse salto [de mudança no país] tem que ser representado por um projeto e, hoje, o Flávio representa esse projeto e eu acho que a gente vai seguir bem, vai seguir em frente”.
Flávio confirma negociação com Vorcaro
Flávio Bolsonaro usou as redes sociais na noite desta quarta para explicar a situação e confirmou as conversas com o dono do Master. Segundo os áudios divulgados pelo Intercept, o senador teria negociado com o ex-banqueiro US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para a produção do filme “Dark Horse”.
Segundo o pré-candidato à presidência, o episódio se tratou de um “filho procurando patrocínio” e voltou a pedir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do caso Master.
“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, afirmou.
Flávio ainda comentou que conheceu Vorcaro em 2024, “quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”.
Leia a nota na íntegra
“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.”
(Com informações de Manoela Carlucci)