Tarcísio atua por aliança entre Republicanos e Flávio Bolsonaro
Entraves estaduais, especialmente no Mato Grosso, dificultam aliança entre o Republicanos e o candidato do PL à Presidência; a apuração é do analista de Política da CNN Pedro Venceslau
O governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem atuado pessoalmente para que o Republicanos, partido ao qual é filiado, firme aliança com Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo apuração do analista de Política da CNN Pedro Venceslau, o próprio Tarcísio foi escalado para pressionar o presidente da sigla, Marcos Pereira, a fechar o acordo.
As negociações, no entanto, enfrentam obstáculos consideráveis. As tratativas com o União Brasil e com o PP já foram descartadas, e agora as atenções se voltam para o Republicanos e o Podemos como possíveis aliados de Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral.
Entraves estaduais complicam negociações
Um dos principais empecilhos para a aliança está no Mato Grosso. O atual governador do estado, Otaviano Piveta, filiado ao Republicanos e candidato à reeleição, busca o apoio do PL para sua campanha. Contudo, o Partido Liberal já lançou o senador Wellington Fagundes, identificado como bolsonarista, como seu candidato ao governo estadual.
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Publicado em 2026-07-27 19:19:12Sem sinalização de que o PL abrirá mão dessa candidatura, a direção nacional do partido não consegue convencer a ala estadual a ceder, o que se torna argumento recorrente dentro do Republicanos para resistir ao acordo com Flávio Bolsonaro.
Além do impasse no Mato Grosso, há avaliações de que Flávio Bolsonaro não teria dedicado esforço suficiente às negociações com o Republicanos, deixando as conversas para a última hora.
Segundo interlocutores ouvidos por Pedro Venceslau, o candidato do PL também já não ofereceria a mesma expectativa de poder de antes, o que enfraquece sua posição nas tratativas.
Neutralidade como estratégia do Republicanos
Outro fator que pesa contra a aliança é o cálculo político do Republicanos. A neutralidade do partido já garante espaço no atual governo e pode render posições ainda mais relevantes em um eventual novo mandato de Lula.
O partido, que nasceu com forte ligação com o segmento evangélico — base historicamente resistente ao PT —, tem sido cortejado pelos interlocutores do presidente Lula, que trabalham pela neutralidade dos partidos do Centrão. Essa posição também fortalece o Republicanos em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.