Suspeita de contaminação por detergente: saiba quadro de criança internada
Após cinco dias em observação médica no Hospital Infantil Varela Santiago, em Natal (RN), paciente permanece com quadro estável e faz uso de cinco medicamentos diferentes
A criança de 10 anos internada por suspeita de contaminação após uso de um detergente apresenta quadro clínico estável e está sendo tratada com cinco tipos diferentes de medicamentos. As informações foram confirmadas neste sábado (16) pelo tio da paciente e pelo advogado da família.
Segundo o tio da criança, houve melhora no quadro clínico desde a internação, mas ainda são registradas oscilações no estado de saúde. Ela segue em observação médica no Hospital Infantil Varela Santiago, em Natal, no Rio Grande do Norte.
O advogado da família afirmou que os exames laboratoriais específicos ainda não foram concluídos. Segundo ele, a previsão é de que os resultados fiquem prontos até a próxima segunda-feira (18).
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Publicado em 2026-05-16 17:26:17Entenda o caso
Uma criança de 10 anos foi internada por suspeita de contaminação após uso de um detergente na quinta-feira (7), em Natal, no Rio Grande do Norte.
Segundo a Sesap (Secretaria de Estado da Saúde Pública), a criança foi hospitalizada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Pajuçara e o caso é investigado pela vigilância epidemiológica.
A CNN Brasil apurou que a família da criança apresentou à unidade de saúde um frasco de detergente da marca Ypê e informou que o produto era de um lote com final 1.
Os lotes com numeração final 1 das categorias lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes da Ypê tiveram seu recolhimento determinado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na última semana. Também foi suspensa a fabricação, comercialização, distribuição e venda desses produtos.
A determinação foi tomada após uma inspeção que identificou irregularidades em etapas consideradas críticas do processo de produção, com potencial risco de contaminação microbiológica dos produtos.
Nessa sexta (15), a diretoria colegiada da Anvisa decidiu, por unanimidade, manter as medidas cautelares que proíbem a fabricação, comercialização, distribuição e uso de diversos produtos de limpeza da marca Ypê.
Um familiar da criança contou à reportagem que a menor de idade entrou em contato com o produto no dia 6 de maio. No mesmo dia, na escola, ela apresentou manchas atrás da orelha e em uma das mãos, precisando ser levada à UPA.
"Como havia saído uma nota de possível bactéria no sabão da Ypê, associamos uma coisa à outra", disse o parente. Ele ressaltou, no entanto, que não há afirmação de que a contaminação tenha sido causada pelo produto da marca e que a família aguarda a conclusão dos exames médicos.
Em nota, a Sesap afirmou que a fiscalização dos produtos com suspeita de contaminação na capital do Rio Grande do Norte é da Vigilância Sanitária Municipal e os demais municípios ficam sob a responsabilidade da Suvisa (Sistema de Informação em Vigilância Sanitária).
A CNN Brasil solicitou um posicionamento à Ypê, que informou que ainda não irá se manifestar sobre o caso.