A soja encerrou o pregão desta sexta-feira (12) em baixa na Bolsa de Chicago, refletindo a cautela dos investidores após uma semana marcada por forte volatilidade. O contrato com vencimento em julho recuou 0,18%, fechando cotado a US$ 11,32 por bushel.

Segundo a Agrinvest, o complexo soja operou no campo negativo ao longo da sessão. Após as reações ao relatório mais recente do USDA e às notícias envolvendo um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, os contratos chegaram a ensaiar uma recuperação na abertura dos negócios, mas perderam força no decorrer do dia.

O óleo de soja apresentou desempenho relativamente mais firme, especialmente diante da forte queda observada nos preços do petróleo. Ainda assim, a pressão sobre o complexo energético acabou influenciando negativamente as commodities ligadas ao setor, limitando o avanço dos derivados da oleaginosa.

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Com isso, o mercado seguiu ajustando posições e monitorando os desdobramentos no cenário macroeconômico e energético, fatores que continuam ditando o comportamento dos preços no curto prazo.

Milho

Os contratos futuros do milho fecharam a sexta-feira em leve alta na Bolsa de Chicago, em que o vencimento para julho avançou 0,24%, encerrando o pregão cotado a US$ 4,12 por bushel.

A Granar apontou que a recuperação foi impulsionada por movimentos de cobertura de posições por parte dos investidores, após as perdas registradas nas últimas sessões, além das preocupações com a falta de umidade em áreas das Grandes Planícies norte-americanas. Apesar do avanço no dia, o cereal acumulou sua terceira semana consecutiva de desvalorização.

O mercado também acompanhou de perto os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã. A evolução das tensões no Oriente Médio e seus reflexos sobre os preços do petróleo são considerados fatores importantes para a cadeia do milho, especialmente diante das expectativas em torno da ampliação do uso de etanol nos Estados Unidos.

Nesse contexto, os agentes monitoram a tramitação no Senado norte-americano da proposta que autoriza a comercialização da gasolina E-15 durante todo o ano. A medida, já aprovada pela Câmara dos Representantes, pode ampliar a demanda por etanol e, consequentemente, por milho, principal matéria-prima utilizada na produção do biocombustível no país.

Trigo

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros do trigo encerraram a sessão desta sexta-feira em queda. O vencimento para julho recuou 0,38%, fechando cotado a US$ 5,84 por bushel.

Apesar da baixa no dia, o cereal conseguiu interromper a sequência de perdas observada nas duas semanas anteriores e encerrou a semana acumulando valorização.

A Granar apontou que o mercado foi influenciado pela realização de lucros e pela cautela dos investidores diante das negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, que podem resultar em um acordo para redução das tensões na região e reabertura do Estreito de Ormuz.

Além do cenário geopolítico, os preços seguem pressionados pelos fundamentos sazonais. O avanço da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos e a proximidade do início da colheita em outras importantes regiões produtoras do Hemisfério Norte reforçam as expectativas de maior oferta no mercado global, limitando movimentos mais expressivos de alta.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/soja-fecha-em-baixa-em-chicago-apos-semana-de-volatilidade/