O programa de videomonitoramento Smart Sampa voltou aos holofotes após o registro de um novo episódio de vazamento de credenciais e links de transmissão de câmeras integradas à plataforma.
Os novos links vazados reuniam em uma planilha de Excel, vídeos e acessos a câmeras de empresas privadas que colaboram com o monitoramento urbano da capital paulista.
Segundo reportagem do portal UOL, a falha comprometeu o sigilo de 17 mil câmeras.
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Publicado em 2026-11-03 16:48:25A Prefeitura de São Paulo classificou a divulgação dos dados como “ato criminoso” e anunciou uma abertura de investigações, já a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) notificou o governo municipal cobrando explicações oficiais no prazo de cinco dias úteis.
Segundo a Secretaria Municipal de Segurança (SMSU), a planilha nunca esteve pública na internet. A pasta afirma que tratava-se de um levantamento técnico de cibersegurança iniciado no dia 20 de outubro, a pedido do prefeito Ricardo Nunes e elaborado pela PRODAM (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo) para financiar melhorias nos protocolos de proteção.
A plataforma de gestão de câmeras em nuvem, Monuv, posicionou-se sobre a presença de seus links na listagem. A empresa afirmou que continuará mantendo os controles rigorosos de autenticação e proteção de dados, mas enfatizou que os links foram expostos devido a vulnerabilidades de credenciais no próprio programa municipal.
PRODAM e ANPD também se posicionaram
A PRODAM esclareceu que sua atuação no episódio foi pontual, atendendo a uma solicitação de auxílio técnico da SMSU para mapear vulnerabilidades, reforçando o não desenvolvimento na plataforma Smart Sampa e destaca que não possui histórico de incidentes em seus mais de 2.000 sistemas geridos.
A empresa também pontua que o dever de comunicar incidentes à ANPD não lhe cabe, restringindo-se à sua condição de consultora técnica da Secretaria Municipal.
Já a ANPD informou que não recebeu, até o momento, qualquer comunicação oficial por parte da Prefeitura de São Paulo sobre o incidente. Diante do caso, a autoridade abriu procedimento e enviou documento ao Poder Executivo Municipal.
A Prefeitura tem cinco dias úteis para responder formalmente ao ofício da agência, independentemente do fluxo de comunicação formal de incidentes de segurança.
*Sob supervisão de André Rigue.