Setor portuário pede regulamentação do licenciamento ambiental
ATP envia carta aberta aos presidenciáveis defendendo dragagens constantes e melhoria dos acessos terrestres aos terminais portuários
Em carta aberta aos candidatos à Presidência da República, a ATP (Associação de Terminais Portuários Privados) pede que o próximo governo avance na regulamentação e implementação da Lei Geral do Licenciamento Ambiental.
Sancionada em agosto de 2025, a lei estabeleceu normas gerais para o licenciamento de atividades e empreendimentos que utilizem recursos ambientais ou tenham potencial de causar degradação ambiental. O texto teve vetos parciais do governo.
No final de 2025, entidades ambientais e o PSOL apresentaram ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contestando a constitucionalidade dos trechos vetados pelo presidente da República. Desde então, a ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) segue sem votação na Corte. O atraso na apreciação do tema se agravou após a crise que atravessa o STF.
Recomendamos para você
Governo pede 72h a Fux para se manifestar sobre recurso das bets no STF
AGU quer prazo para ouvir Jorge Messias e Lula antes de decisão sobre ação que contesta fim das a...
Publicado em 2026-09-28 15:15:59
Gilmar acusa Mendonça de “jogar com o caos” e pede pente-fino no Judiciário
...
Publicado em 2026-09-28 15:01:00
Neymar e Torcida Jovem se 'despedem' de Naty Portira, torcedora do Santos que morreu após lutar contra câncer
Torcida Jovem presta homenagem para Naty Potira, torcedora do Santos que morreu após lutar ...
Publicado em 2026-09-28 14:04:36Na avaliação da entidade, a implementação efetiva da legislação é necessária para dar mais previsibilidade aos processos de licenciamento e reduzir incertezas para projetos de infraestrutura portuária.
O setor de infraestrutura de transportes como um todo já encaminhou alguma solicitação ao Executivo sugerindo o avanço do tema como uma forma de destravar investimentos.
Na carta, a associação também defende a definição de regras nacionais para a aplicação da Convenção nº 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), especialmente sobre a identificação das comunidades envolvidas e o momento das consultas.
Dragagem e acessos
Entre as prioridades apresentadas pela associação está a realização regular de dragagens de manutenção nos canais de acesso e nas hidrovias. A ATP também pede investimentos nos acessos rodoviários e ferroviários aos complexos portuários e a conservação das estradas utilizadas pelos terminais.
Segundo a entidade, os gargalos de acesso e as limitações de capacidade dos corredores logísticos aumentam os custos de transporte e dificultam o aproveitamento da infraestrutura portuária já instalada.
“Os portos conectam a produção brasileira aos mercados e dependem de uma infraestrutura que funcione também fora dos seus portões. Precisamos que os candidatos assumam o compromisso de melhorar os acessos e garantir segurança jurídica para novos investimentos”, afirma Murillo Barbosa, diretor-presidente da ATP.
Os terminais de uso privado atendem cadeias como agronegócio, mineração, petróleo e gás, siderurgia, contêineres e carga geral.