Setor de árvores cultivadas teme protecionismo dos EUA
Decisão americana sobre tarifa de 25% em produtos como papéis e painéis preocupa setor industrial brasileiro
O setor de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração vem acompanhando com apreensão a mudança no cenário global de comércio exterior, marcado por maior protecionismo e redirecionamento de fluxos internacionais.
A decisão do governo norte-americano no âmbito da investigação sob a Seção 301 manteve na lista de exceções a celulose de fibra curta, a celulose de fibra longa e a celulose fluff.
Segundo Paulo Hartung, presidente da Ibá, que representa o setor, preocupa a incidência da tarifa adicional de 25% sobre produtos que não foram contemplados na lista de exceções, como celulose solúvel, papéis, painéis de madeira, MDF, MDP e pisos laminados. "São segmentos competitivos integrados a cadeias industriais relevantes nos dois países."
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"A Ibá seguirá acompanhando de perto os desdobramentos da medida e atuando em diálogo permanente com governo brasileiro e clientes internacionais. Em um momento de reorganização do comércio global, é fundamental preservar canais diplomáticos e buscar soluções que mantenham a previsibilidade e a qualidade histórica da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos", afirma.