Setor automotivo se destaca na relação entre Argentina e Brasil
Com US$ 18 bilhões em exportações brasileiras, Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil; Ao Live CNN, Gilvan Bueno avalia tensão diplomática do ponto de vista econômico
A relação comercial entre Brasil e Argentina permanece robusta, apesar da crise diplomática em curso entre os dois países. No último ano, as exportações brasileiras para a Argentina somaram US$ 18 bilhões, representando um crescimento superior a 31% em comparação com anos anteriores.
A Argentina ocupa atualmente a posição de terceiro maior parceiro comercial do Brasil, absorvendo 5% das exportações brasileiras. O país vizinho, por sua vez, destina ao Brasil 13% de suas próprias exportações.
"Isso é muito representativo e se dá muito pela questão automobilística. A gente tem um acordo bilateral que permite a circulação de veículos nos dois países em parceria", destacou o colunista do CNN Money, Gilvan Bueno, durante o Live CNN desta terça-feira (28).
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Publicado em 2026-07-28 15:08:07Ainda assim, Bueno destacou que o setor automotivo registrou queda recente, influenciada em parte pela chegada de carros elétricos ao mercado.
Além dos automóveis, o comércio bilateral entre Brasil e Argentina abrange também caminhões, autopeças, máquinas, equipamentos, produtos químicos e commodities.
Outro fator de peso na relação entre os dois países é o Mercosul. O bloco regional acumulou conquistas recentes, como o acordo com a União Europeia, considerado altamente representativo, e retomou negociações com a Coreia do Sul após 11 anos.
"Nesse novo mundo de guerra comercial, é necessário você fazer novos vizinhos, novos amigos", destacou o colunista.
Prejuízos em caso de ruptura
Apesar da tensão diplomática, as parcerias comerciais seguem em funcionamento. A preocupação, no entanto, é que o impasse político venha a afetar os negócios no futuro.
Bueno avaliou que, em um eventual agravamento do conflito, a Argentina seria a parte mais prejudicada. "Se você vai brigar com o seu maior parceiro comercial que escoa a sua produção, você é o maior prejudicado", afirmou.
O colunista lembrou ainda que a Argentina enfrenta um histórico de dificuldades econômicas, incluindo moratórias e problemas inflacionários.
"Acredito que possa haver um recuo nos próximos dias com esta questão, porque a Argentina precisa criar novos parceiros, conseguir financiamento internacional e mostrar para seus parceiros internacionais que está conseguindo escoar a produção", concluiu Bueno.