Sanepar quer ampliar receitas acessórias para reduzir pressão tarifária
Companhia estuda novos negócios ligados ao saneamento, como energia, biossólidos, fibra ótica em parcerias com outros investidores
A Sanepar quer ampliar receitas acessórias para diversificar as fontes de receita da companhia. A estratégia inclui a criação de novos negócios a partir dos próprios ativos do saneamento, como o aproveitamento de lodo, subprodutos do tratamento de água e esgoto, infraestrutura subterrânea e tecnologia operacional.
Segundo o presidente da companhia, Wilson Bley, a empresa trabalha na abertura de um plano diretor de novos negócios e avalia estruturar sociedades de propósito específico com parceiros estratégicos para explorar receitas adicionais.
A avaliação dele é de que essas receitas podem contribuir para a modicidade tarifária, reduzindo a necessidade de reajustes sobre o serviço principal. Ou seja, esses negócios podem auxiliar na redução da tarifa da conta de água no Paraná.
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Entre os projetos em estudo está a destinação do lodo gerado nas estações de tratamento. A companhia avalia modelos para transformar esse material em combustível, geração de energia ou biossólidos. Também há estudos para utilizar subprodutos do tratamento de água em processos industriais, como a produção de cimento.
Outra frente envolve o uso da infraestrutura existente para telecomunicações. A Sanepar possui cerca de 110 mil quilômetros de redes de água e esgoto no Paraná e pretende utilizar parte desses corredores para instalação de fibra ótica. Um projeto-piloto já ocorre em Curitiba, e a companhia prepara editais para selecionar parceiros privados e transformar a iniciativa em uma nova linha de receita.
A empresa também aposta em tecnologia para reduzir custos operacionais. O programa “Sanepar 5.0” inclui radares para identificação de vazamentos e dispositivos esféricos com câmeras que percorrem os encanamentos para localizar falhas internas.
Segundo Bley, as perdas atuais são de cerca de 220 litros por ligação por dia. A meta é aproximar o desempenho dos níveis observados em países europeus.