Saiba quem indicou os atuais ministros do STF
Suprema Corte decide nesta terça-feira o futuro do ministro Alexandre de Moraes; relembre indicações dos ministros atuais
O STF (Supremo Tribunal Federal) realiza sessão, nesta terça-feira (15), sessão para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) sobre mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O plenário é formado por ministros indicados por diferentes presidentes da República ao longo dos anos.
Dos 10 ministros que compõe o Supremo, um foi indicado por Fernando Henrique Cardoso, um por Michel Temer, dois por Dilma Rousseff, dois por Jair Bolsonaro e quatro pelo atual presidente Lula.
- Edson Fachin: O ministro integra o Supremo desde 16 de junho de 2015, após indicação da presidente Dilma Rousseff para a vaga de Joaquim Barbosa. Fachin passou a presidir a Corte e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 29 de setembro de 2025.
- Gilmar Mendes: Integra o STF desde 20 de junho de 2002 após indicação de Fernando Henrique Cardoso para o lugar de Néri da Silva.
- Cármen Lúcia: A ministra integra o STF desde 21 de janeiro de 2006, após indicação de Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga de Nelson Jobim.
- Dias Toffoli: Integra o STF desde 23 de outubro de 2009, após indicação de Luiz Inácio Lula da Silva para o lugar de Carlos Alberto Menezes Direito.
- Luis Fux: Integra o STF desde 03 de março de 2011, após indicação da presidente Dilma Rousseff para a vaga de Eros Grau.
- Alexandre de Moraes: Integra o STF desde 22 de março de 2017, após indicação de Michel Temer para a vaga de Teori Zavascki.
- Nunes Marques: Integra o STF desde 5 de novembro de 2020, após indicação de Jair Bolsonaro para a vaga de José Celso de Mello Filho.
- André Mendonça: Integra o STF desde 16 de dezembro de 2021, após indicação de Jair Bolsonaro para a vaga de Marco Aurélio Melo.
- Cristiano Zanin: Integra o STF desde 3 de agosto de 2023, após indicação de Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga de Ricardo Lewandovski.
- Flávio Dino: Integra o STF desde 22 de fevereiro de 2024, após indicação de Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga de Rosa Weber.
Fachin vota para manter casos Moraes e Mendonça separados no STF
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A sessão do STF, considerada histórica, ocorre para analisar o relatório da PF que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR para anular o relatório da Polícia Federal.
A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.
Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.
A sessão desta terça ocorre em meio a uma tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas pelo ministro André Mendonça.
Antes da sessão, ministros debateram, internamente, sobre quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.
Na segunda (14), a PF informou que entregou cópias dos dados extraídos do aparelho celular de Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.
Também na segunda, Mendonça retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre parte da rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.