As sobretaxas de 25% e 12,5% impostas pelos Estados Unidos alcançam cerca de 16,5% das exportações brasileiras ao país. Com isso, essa fatia de vendas está sujeita a uma alíquota de 37,5% adicional para entrar no mercado americano.

Na última quarta-feira (22), entrou em vigor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros com base em uma investigação por supostas práticas desleais cometidas pelo Brasil. Na sexta (24), foi a vez da taxa de 12,5% ser aplicada sob alegação de que o governo brasileiro está falhando no combate ao trabalho forçado.

Entre os setores os principais sujeitos à dupla tributação, a Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil) destaca madeira, máquinas e equipamentos, gorduras vegetal e animal e armas.

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O CNN Money cruzou os dados da Amcham Brasil com as informações da balança comercial do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). O cruzamento mostra que os municípios Piracicaba (SP) e Serra (ES) devem sentir o maior impacto da sobretaxa de 37,5%.

Por outro lado, cerca de 52,7% das exportações brasileiras para os Estados Unidos escaparam das duas sobretaxas implementadas pelo governo americano, permanecendo sujeitas apenas às tarifas ordinárias. É o caso  do café, carnes, ferro fundido, suco de laranja e frutas.

No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 17,4 bilhões. O resultado representa uma queda de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com o MDIC, o desempenho do primeiro semestre foi influenciado principalmente pela diminuição dos embarques de óleos brutos de petróleo, que registraram retração de 30,4%.

“Esse movimento tem ocorrido em um ambiente de crescente incerteza quanto à política comercial norte-americana, caracterizado pela ampliação do uso de instrumentos tarifários, pela adoção de medidas restritivas e indevidas e por frequentes revisões das condições de acesso ao mercado dos Estados Unidos”, diz o MDIC em nota.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/saiba-quais-sao-os-municipios-brasileiros-mais-impactos-pelo-tarifaco/