Rússia nega segundo caso ligado a pneumonia misteriosa na Sibéria
Regulador de saúde afirma que quase 5 mil exames não identificaram "microrganismos patogênicos perigosos"; morte de pesquisadora ainda não teve causa determinada
A Rússia negou nesta quinta-feira (8) que uma segunda pessoa tenha adoecido após entrar em contato com uma funcionária de um laboratório de pesquisa de doenças infecciosas na Sibéria que morreu na semana passada.
Em comunicado divulgado por agências de notícias russas, o órgão regulador de saúde negou o que classificou como “informações falsas que circulam nas redes sociais sobre um segundo caso de pneumonia.”
O órgão afirmou ter concluído as verificações de todas as pessoas que tiveram contato com a mulher morta e acrescentou que “nenhum problema de saúde relacionado a uma infecção foi detectado”. Segundo o regulador, os resultados de quase 5 mil exames laboratoriais não identificaram microrganismos patogênicos perigosos.
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Publicado em 2026-10-08 10:03:52No entanto, as autoridades russas ainda não afirmaram definitivamente — apesar da pressão da OMS (Organização Mundial da Saúde) e dos Estados Unidos — se a morte da funcionária de laboratório Darya Shipilova, de 28 anos, em 2 de outubro, foi causada por peste pneumônica ou outro patógeno.
Até o momento, as autoridades afirmaram apenas que ela morreu de pneumonia, com origem ainda não determinada.
As autoridades russas dizem que não há risco de um surto epidêmico, mas a resposta apresentada até agora não conseguiu dissipar as preocupações internacionais.
A OMS informou na quarta-feira (7) que havia pedido à Rússia que verificasse “relatos da imprensa sobre uma segunda funcionária com pneumonia de causa indeterminada”.
A organização se baseou o pedido em duas reportagens: uma do site russo Starhit.ru, que cobre principalmente notícias sobre celebridades, e outra publicada por um jornal britânico, o Daily Mail, que citou informações de veículos de comunicação russos não identificados.
Autoridades Estados Unidos também cobram publicamente mais transparência de Moscou, incluindo o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio.
O que se sabe sobre morte de funcionária de laboratório na Rússia
Uma funcionária de laboratório na Sibéria adoeceu e morreu na sexta-feira (3) em circunstâncias ainda não esclarecidas, provocando preocupação entre autoridades de saúde e nas redes sociais.
A vítima foi identificada pela imprensa russa como Darya Shipilova, de 28 anos, funcionária do Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk da Sibéria e do Extremo Oriente.
As autoridades afirmaram que ela morreu de um tipo desconhecido de pneumonia. Como medida de precaução, todas as pessoas que tiveram contato com a pesquisadora foram colocadas em quarentena na semana passada.
Relatos não confirmados sobre como ela teria adoecido circularam nas redes sociais. Uma das versões dizia que ela havia derrubado no laboratório um tubo de ensaio com bactérias vivas, hipótese rejeitada pela agência russa de vigilância sanitária.
Outra afirmava que ela teria ficado doente depois de viajar para a Tailândia. Uma terceira versão dizia que ela adoeceu após visitar uma região próxima à fronteira com a Mongólia.
Não há evidências públicas que confirmem nenhuma dessas versões.