A chuva das últimas semanas tem ajudado a recuperação dos reservatórios de água de São Paulo, mas o estado ainda precisa de chuva — e não apenas de temporais — para recuperar as represas que abastecem a Região Metropolitana.

Segundo cálculos do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), a região vem registrando volumes de chuva bem acima da média nos últimos períodos.

Em fevereiro, por exemplo, foram acumulados, em apenas dez dias, 81,5% da chuva esperada para todo o mês. Em janeiro, o volume havia chegado a 72% da média prevista.

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Dados do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência), da Prefeitura de São Paulo, mostram que a capital paulista bateu um recorde histórico e já registra, até esta terça-feira (15), o setembro mais chuvoso dos últimos 32 anos.

Com isso, o nível dos reservatórios de São Paulo aumentaram em 9%, segundo dados contabilizados até segunda-feira (14) pelo SIM (Sistema Integrado Metropolitano) da Sabesp, que monitora todos os níveis no estado.

Mas, para que essa água realmente ajude a recuperar os reservatórios, ela precisa cair nas bacias de captação e nas cabeceiras dos sistemas que abastecem as represas — e não somente na capital.

Chuvas muito intensas e concentradas em poucas horas podem provocar alagamentos, transbordamentos e escoamento rápido da água. Já uma chuva mais regular, distribuída ao longo de dias e semanas, favorece a infiltração no solo, mantém os rios alimentados por mais tempo e aumenta a contribuição para os reservatórios.

Os números mostram que grandes volumes de chuva podem mudar rapidamente o cenário hídrico. Mas, para uma recuperação mais consistente, São Paulo ainda depende de chuva frequente e bem distribuída nas áreas que formam as bacias dos principais sistemas de abastecimento.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/reservatorios-sobem-mas-temporais-nao-bastam-para-encher-represas-entenda/