A República Democrática do Congo disse nesta segunda-feira (8) que as mortes confirmadas pelo Ebola subiram para 101 e que a presença de grupos armados continua dificultando a resposta na província mais atingida.
O surto da cepa Bundibugyo do Ebola foi anunciado em 15 de maio, mas o vírus circulou por semanas antes de ser detectado, deixando as autoridades de saúde para trás e correndo para tentar controlá-lo.
As área mais afetadas são três províncias que há muito tempo também sofrem com conflitos armados: Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul.
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Publicado em 2026-06-08 17:47:28No seu último relatório publicado nesta segunda-feira, o governo da RD Congo disse que houve 35 novos casos confirmados nas 24 horas anteriores, incluindo 10 mortes. Isso elevou o número total de casos confirmados para 550 e o número total de mortes confirmadas para 101.
Os casos foram registados em 17 zonas de saúde de Ituri, bem como em sete zonas de saúde no Kivu do Norte e numa zona de saúde no Kivu do Sul.
A desconfiança e a resistência, incluindo ataques a equipes funerárias e centros de tratamento, dificultam a resposta de emergência. O último ataque deste tipo ocorreu no domingo (7), disse uma fonte, quando uma equipe funerária se encaminhava ao cemitério de Nyamurongo, em Bunia, deixando duas pessoas gravemente feridas e dois veículos danificados.
O relatório da RD Congo afirma que a presença de grupos armados em Djugu, Irumu e Mambasa – todos em Ituri – continua a “limitar o acesso humanitário em múltiplas zonas de saúde afetadas ou em risco”. No entanto, o documentou afirmou que Bunia, capital de Ituri, estava relativamente calma.
Mais cedo nesa segunda, a principal agência de saúde pública de África disse que o número de casos confirmados de Ebola na RD Congo subiu para 544.
Os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças registaram 88 mortes confirmadas por Ebola no país.