Quem é Simone Tebet, candidata ao Senado por SP

Tebet já atuou como prefeita, deputada estadual, vice-governadora, senadora por Mato Grosso do Sul e ministra do Planejamento e Orçamento

Poliana Santos, , São Paulo

Simone Tebet (PSB) concorre pela primeira vez ao Senado por São Paulo nestas eleições de 2026, com o primeiro turno marcado para o dia 4 de outubro.

Tebet atua na política há mais de 20 anos e já foi eleita prefeita, deputada estadual, vice-governadora e senadora por Mato Grosso do Sul, além de ter assumido o Ministério do Planejamento e Orçamento no atual governo.

Simone Nassar Tebet tem 56 anos e nasceu em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Sua família tem origem libanesa e a candidata é a primogênita dos quatros filhos do casal Ramez Tebet e Fairte Nassar Tebet.

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A ex-ministra se formou em direito na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), em 1992, e concluiu o mestrado em Direito do Estado na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) seis anos depois.

A senadora teve como principal auxiliar político o pai, Ramez Tebet, que foi governador do Mato Grosso do Sul, prefeito de Três Lagoas e também senador da República.

Antes de concorrer a um mandato eletivo, Tebet atuou por 12 anos como professora universitária em diversas instituições, como a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Também foi consultora técnica jurídica e diretora técnica legislativa da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul.

Tebet foi eleita primeiramente como deputada estadual do MS, onde atuou entre 2002 e 2004. Decidiu concorrer à Prefeitura de Três Lagoas em 2004, sendo a primeira mulher eleita para o cargo, com cerca de 66% dos votos. Conseguiu a reeleição em 2008.

Em 2010, foi eleita vice-governadora do Mato Grosso do Sul na chapa de André Puccinelli (PMDB), cargo no qual permaneceu até 2015.

Tebet no Senado Federal

Tebet saiu do Executivo estadual para assumir como senadora do Mato Grosso do Sul. Seu mandato foi até fevereiro de 2023.

Com atuações em diversas comissões ao longo dos anos como senadora, Tebet concorreu dentro da bancada do MDB para disputar a presidência do Senado em 2019, mas o nome escolhido foi o de Renan Calheiros (MDB-AL).

Naquele mesmo ano, ele foi eleita a primeira mulher a presidir a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, posto que exerceu até o fim de 2020.

Em 2021, a atuação de Tebet na CPI da Pandemia junto a outras senadoras que lutaram por uma cadeira para as mulheres na investigação fez com que ela tivesse destaque a nível nacional, mesmo após episódios marcados pelas denúncias de machismo no Senado.

Candidata à Presidência em 2022

Ao longo de 2022, Tebet se firmou como uma candidata da "terceira via" à Presidência da República, contando com a desistência de vários nomes graças à polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Apesar do apoio de outros partidos, Simone Tebet chegou a ser contestada por nomes do próprio MDB, que defendiam que o partido deixasse de ter um nome próprio na disputa em prol da candidatura de Lula.

Uma ala do MDB chegou a entrar na Justiça para tentar anular a convenção do partido que confirmou a candidatura da senadora. No mesmo mês, lideranças de 11 diretórios da legenda declararam apoio a Lula em evento com o petista. A senadora já classificou a ofensiva como uma "puxada de tapete".

No entanto, com a defesa de lideranças do partido como o presidente Baleia Rossi e o ex-presidente Michel Temer, seu nome foi aprovado pelo diretório nacional.

Ministra do Planejamento

Após as eleições presidenciais, Simone Tebet foi indicada pelo presidente eleito Lula para o cargo de ministra do Planejamento. Ela assumiu em janeiro de 2023.

Na cerimônia de posse, que gerou ampla repercussão nos jornais, Tebet revelou publicamente uma fala que teve com o presidente: ela avisou Lula de que tinha visões econômicas diferentes das dele e de ministros de perfil mais à esquerda, como Fernando Haddad.

Segundo ela, Lula apenas sorriu e respondeu que era exatamente por isso que a queria ali: para formar um ministério plural e democrático. No cargo, ela passou a ser vista como a "âncora fiscal" e a voz moderada do governo junto ao mercado financeiro.

Ela deixou a pasta no dia 30 de março de 2026 para cumprir os prazos eleitorais e concorrer ao Senado por São Paulo, período em que também saiu do MDB e filiou-se ao PSB.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/quem-e-simone-tebet-candidata-ao-senado-por-sp/