Quem é Aécio Neves, candidato ao Senado por Minas Gerais
Ex-governador, ex-senador e candidato à Presidência em 2014 tenta retornar ao Senado nas eleições de 2026
Aécio Neves da Cunha, 66 anos, é candidato do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) ao Senado por Minas Gerais. Atual deputado federal e presidente nacional do partido, ele tenta voltar à Casa que integrou entre 2011 e 2019.
Nascido em Belo Horizonte, Aécio é economista formado pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) Minas, filho do ex-deputado federal Aécio Ferreira da Cunha e neto materno de Tancredo Neves. Começou a carreira política como assessor do avô, eleito o primeiro presidente civil em mais de 20 anos no Brasil, após o período da ditadura militar.
Em 1986, foi eleito deputado federal constituinte pelo PMDB e apresentou uma emenda que estendeu o voto facultativo aos jovens de 16 e 17 anos. Filiou-se ao PSDB em 1989, conquistou outros três mandatos na Câmara e presidiu a Casa entre 2001 e 2002.
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Publicado em 2026-09-18 19:14:20Aécio venceu a eleição para o governo de Minas Gerais em 2002 e foi reeleito em 2006, nas duas ocasiões no primeiro turno. Suas gestões ficaram marcadas por um programa de reorganização administrativa e controle de despesas, e pela construção da Cidade Administrativa.
Em 2010, deixou o governo e foi eleito senador com mais de 7,5 milhões de votos. Três anos depois, assumiu a presidência nacional do PSDB. Na eleição presidencial de 2014, chegou ao segundo turno e recebeu 51.041.155 votos, ou 48,36% dos válidos, contra 51,64% de Dilma Rousseff (PT), que saiu vencedora com 54.501.118 sufrágios.
Após a derrota, Aécio tornou-se uma das principais lideranças da oposição e votou a favor do impeachment de Dilma em 2016.
Investigações e absolvição no caso JBS
Em 2017, veio a público uma conversa gravada pelo empresário Joesley Batista na qual Aécio solicitava R$ 2 milhões. A Procuradoria-Geral da República afirmou que o dinheiro representava vantagem indevida e que o então senador teria tentado dificultar investigações da Lava Jato. A defesa sustentou que se tratava de um empréstimo para pagar advogados.
Devido ao caso, Aécio foi afastado duas vezes do Senado por decisões do STF (Supremo Tribunal Federal). Na segunda ocasião, o plenário da Casa derrubou as medidas e autorizou seu retorno. Ele também deixou a presidência nacional do PSDB.
Aécio tornou-se réu em 2018, mas foi absolvido pela Justiça Federal em março de 2022. O juiz concluiu que não ficou comprovada uma contrapartida entre o pagamento e sua atuação parlamentar. A acusação de interferência nas investigações também foi considerada improcedente, segundo a Justiça Federal da 3ª Região.
Outras apurações, relacionadas à Furnas, à Odebrecht e à construção da Cidade Administrativa, também terminaram sem condenação. O caso de Furnas foi arquivado a pedido da PGR por falta de provas. O STF ainda encerrou uma investigação sobre supostos recursos não contabilizados na campanha de 2014 e rejeitou outra denúncia envolvendo pagamentos de empreiteiras. Aécio negou irregularidades em todos os casos.
Candidatura em 2026
Após deixar o Senado, Aécio foi eleito deputado federal em 2018 e reeleito em 2022. Em novembro de 2025, voltou à presidência nacional do PSDB.
A candidatura ao Senado foi anunciada em 28 de agosto, após o tucano ter afirmado que não disputaria a eleição. Gustavo Galassi (PSDB) e Marcelo Heringer (PDT) retiraram seus nomes da disputa e passaram a compor a chapa de Aéciocomo primeiro e segundo suplentes.
Aécio declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 22,5 milhões. Desse total, cerca de R$ 20,97 milhões correspondem a bens herdados dos pais.
Além de Aécio, concorrem às duas vagas de Minas Gerais no Senado Ana Luiza do MLB (UP), Arcanjo Pimenta (MDB), Áurea Carolina (PSOL), Carlin Moura (Avante), Carlos Viana (PSD), Domingos Sávio (PL), Fidélis Alcântara (UP), Jordano Metalúrgico (PSTU), Juiz Ramon Moreira (DC), Manoel Carvalho (MDB), Marcelo Aro (PP), Marco Antônio Superman (Novo), Marília Campos (PT), Tião Pessoa (PCO) e Victória Mello Vic (PSTU).