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O PT anunciou a deflagração de uma ofensiva contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Ministério Público Eleitoral (MPE) , na Polícia Federal (PF) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, tendo como temática o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na nota, divulgada nesta quarta-feira (10), a sigla alega que solicitou um pente-fino na estrutura financeira para a produção do longa, uma vez que, segundo a argumentação de uma das petições, "é de difícil credibilidade a narrativa de que a integralidade dos recursos destinados por Daniel Vorcaro seria utilizada na produção do filme sobre Jair Bolsonaro".
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Publicado em 2026-06-11 09:36:06As três petições culminam, por seus pedidos, em uma série de outros procedimentos de apuração, como o questionamento sobre o registro da obra à Agência Nacional de Cinema (Ancine), análise de todos os contratos, verificação se foi ou não contratado seguro e até mesmo um pedido para conferir a situação migratória do protagonista, Jim Caviezel, e do diretor, Cyrus Nowrasteh. As solicitações contemplam ainda o envio de um ofício ao U.S. Copyright Office, órgão americano responsável pelo registro dos direitos autorais.
VEJA TAMBÉM:
O estopim para a crise na campanha de Flávio iniciou com uma reportagem do portal The Intercept que revelou um áudio e conversas entre o senador e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Nas conversas, o pré-candidato chama Vorcaro de amigo e cobra o pagamento do patrocínio acordado para a produção do filme.
Em sua defesa, Flávio pontuou que o dinheiro solicitado era privado e voltado para a produção de um filme igualmente privado. Ele reforçou seu ponto lembrando que não houve utilização do mecanismo de incentivo fiscal da Lei Rouanet.
No início do ano, a oposição se insurgiu contra o samba-enredo da Acadêmicos de Niterói, que escolheu como seu tema do ano uma homenagem ao presidente Lula (PT). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porém, não responsabilizou o PT ou a escola por abuso de poder econômico, como queriam as peças.
Agora, o PT caminha no mesmo sentido em sua petição à Justiça Eleitoral: para o partido, o lançamento de Dark Horse coincide de forma conveniente com o período eleitoral, o que levantaria suspeitas de que a obra seria não um filme, mas uma peça de propaganda.
"A obra não beneficia apenas o ex-presidente. Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato à Presidência da República, é interpretado pelo ator Marcus Ornellas. Michelle Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, também mencionados como possíveis candidatos ao Senado, aparecem representados no filme. Na prática, a produção projeta todo o núcleo político familiar de Bolsonaro no momento mais sensível da disputa eleitoral", afirma.
Nas redes sociais, a esquerda investe no discurso de que a determinação do presidente do TSE, Nunes Marques, de suspender a pesquisa do instituto AtlasIntel que exibiu os áudios, seria uma forma de censura.
O processo havia sido distribuído para a ministra Estela Aranha, indicada à Corte por Lula, mas Nunes Marques usou de uma manobra chamada de avocação para atrair o caso a si. Dois dias após o pedido de Flávio, o ministro alterou as regras que estabeleciam quem seria o juiz responsável por julgar propagandas e pesquisas eleitorais: em vez de apenas um ministro, nesse caso Estela, o próprio Nunes Marques e o vice-presidente, André Mendonça, participariam do sorteio. No caso de Flávio, o ministro precisou fazer com que a resolução retroagisse.