A pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao pleito de 2026 celebrou os resultados da mais recente pesquisa Genial/Quaest, que aponta vitória do petista no segundo turno.
Apesar do clima de festa, o entorno do candidato adota postura cautelosa e mantém o foco na conquista dos chamados eleitores independentes.
De acordo com a apuração do analista de Política da CNN Pedro Venceslau ao Hora H, nas redes sociais o ambiente foi de euforia.
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O eleitor independente como foco estratégico
Um dos pontos mais destacados na análise é o comportamento do eleitorado independente — aquele que não está fixado nem no campo petista nem no bolsonarista.
Na pesquisa anterior, esse grupo estava inclinado a Flávio Bolsonaro, com 33% contra 29% de Lula.
No levantamento mais recente, os números se inverteram: 37% para Lula e 24% para Flávio Bolsonaro.
Esse movimento foi amplamente comemorado pela cúpula do PT.
Pedro Venceslau destacou o conceito de “calcificação do eleitorado”, desenvolvido por Thomas Traumann e Felipe Nunes, responsável pela pesquisa.
Segundo essa teoria, há um bloco antipetista de um lado, um bloco antibolsonarista do outro, e uma série de candidatos que oscilam entre 1% e 5% nas sondagens.
É justamente nesse eleitorado flutuante que o PT concentra seus esforços de expansão.
Cautela sobre vitória no primeiro turno
Apesar da comemoração, lideranças do PT recomendam cautela quanto à possibilidade de vitória já no primeiro turno.
Sidônio Palmeira, em evento recente, reforçou a mensagem de que “pesquisa é fotografia de momento”, pedindo que os correligionários mantenham os pés no chão.
Eden Valadares, secretário de comunicação do PT, também comemorou os números, mas ponderou que o partido nunca venceu uma eleição presidencial no primeiro turno — exceção feita a Fernando Henrique Cardoso, beneficiado pelo impacto do Plano Real.
A avaliação predominante entre os petistas é que, no segundo turno, o eleitorado bolsonarista que hoje aparece migrando tende a retornar a Flávio Bolsonaro.
Por isso, a estratégia do partido é não subestimar o adversário e seguir apresentando as realizações do governo, incluindo novos programas, a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o fim da escala 6×1.