Protesto de caminhoneiros causa desabastecimento no sul da Itália
Bloqueios em estradas e portos deixam prateleiras de supermercados vazias e causam filas em postos de gasolina no sul do país
Prateleiras vazias e caixas sem carga receberam os clientes nos supermercados de Palermo na terça-feira (20), enquanto um protesto de caminhoneiros contra o aumento dos custos de combustível e transporte interrompeu as cadeias de suprimentos na Sicília e no sul da Itália.
O protesto, que começou na semana passada com caminhoneiros bloqueando estradas, rodovias e portos, levou à escassez de produtos básicos em algumas lojas e a longas filas em postos de gasolina.
O governo prometeu mais auxílio para os transportadores rodoviários.
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Publicado em 2026-10-20 09:37:45"Há um enorme transtorno, mas é um protesto pacífico e visa o bem-estar da população. Os custos com diesel e frete que somos obrigados a arcar hoje são custos que, eventualmente, chegam às prateleiras dos supermercados. Pessoas comuns, como todos nós, vão às compras e simplesmente não têm mais condições de fazê-lo. Essa é a realidade da situação", diz o presidente do Consórcio de Caminhoneiros de Trapani, Vincenzo Aleccia.
Após se reunir com seus representantes, o vice-ministro da Infraestrutura, Edoardo Rixi, afirmou que um pacote de mais de 150 milhões de euros será disponibilizado em breve.
O governo da primeira-ministra Giorgia Meloni também está preparando uma repressão policial em resposta aos distúrbios do fim de semana em Milão e outras cidades do norte da Inglaterra, que se desenvolveram em decorrência de manifestações contra a inflação e protestos generalizados em outros países europeus.
Protestos no país
A polícia de Milão entrou em confronto, neste domingo (18), com manifestantes que atiravam pedras e saqueavam lojas durante protestos contra a precarização dos serviços públicos e o aumento do custo de vida, um dia após episódios semelhantes em várias cidades italianas.
Imagens mostraram policiais disparando gás lacrimogêneo depois que centenas de manifestantes encapuzados quebraram vitrines de lojas e incendiaram lixeiras nas proximidades da Piazza Duomo, no centro da cidade.
Mais de 60 manifestantes foram levados à delegacia, informaram à Reuters fontes a par da investigação.
Ao todo, 28 manifestantes foram detidos após confrontos no sábado (17) em cidades do norte do país — incluindo Milão, Bolonha, Bréscia, Bérgamo e Turim —, segundo um relatório policial divulgado neste domingo.
Os confrontos se somam a protestos em vários países europeus. Na França, centenas de milhares de pessoas, indignadas com a alta dos custos e a deterioração dos serviços públicos, foram às ruas no sábado, protagonizando alguns dos protestos mais violentos vistos no país nos últimos anos.