A profundidade “relativamente rasa” dos terremotos na Venezuela ajuda a explicar a dimensão da destruição no país, afirmou nesta quinta-feira (25) Mark Allen, chefe do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Durham.
Esse aspecto do terremoto é um fator determinante para a extensão dos danos, segundo Allen. Relatos iniciais indicaram que os tremores foram relativamente rasos — ocorrendo entre 10 e 20 km de profundidade —, o que permitiu que mais energia chegasse à superfície e intensificasse o impacto.
É provável que o primeiro grande terremoto tenha desencadeado um segundo tremor em uma falha geológica próxima em questão de segundos, agravando o impacto, avaliou Allen.
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Terremoto na Venezuela: mortes sobem para 188; 250 edifícios foram destruídos ou danificados por terremoto
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Publicado em 2026-06-25 14:55:43Eventos sucessivos desse tipo são incomuns, mas não inéditos em regiões tectonicamente ativas, acrescentou ele.
Allen alertou que réplicas são esperadas nas próximas semanas e meses.
O Serviço Geológico dos EUA, utilizando modelos preditivos para estimar o número de vítimas fatais, informou que o total de mortos poderia chegaria à casa dos milhares, com uma probabilidade significativa de ultrapassar 10 mil.
É possível prever um terremoto?
Mark Allen pontuou ainda que não seria possível prever os terremotos que atingiram a Venezuela.
“Poderíamos ter previsto esses terremotos? A resposta honesta é não. A ciência ainda não chegou a um estágio em que disponhamos de ferramentas robustas que nos permitam prever terremotos”, explicou.
O especialista pontuou que apenas é possível identificar as áreas onde os tremores provavelmente ocorrerão, destacando que o norte da Venezuela é propenso a terremotos.
“Podemos utilizar registros históricos e analisar características das rochas e da paisagem local para fundamentar essas afirmações. No entanto, isso está muito longe de permitir algo realmente útil: prever, com precisão, quando um terremoto ocorrerá, onde acontecerá e qual será a sua magnitude”, concluiu.