Presidenciáveis monitoram sessão histórica do STF; veja repercussões
Julgamento começou na manhã desta terça-feira (15) e, antes mesmo do início dos trabalhos, os presidenciáveis começaram a repercutir e se manifestar sobre os fatos do processo
Os acontecimentos da sessão do STF (Supremo Tribunal Federal), que trata da análise do relatório da PF (Polícia Federal) com mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, são acompanhados pelo candidatos à Presidência da República.
O julgamento histórico começou na manhã desta terça-feira (15) e, antes mesmo do início dos trabalhos, os presidenciáveis começaram a repercutir e se manifestar sobre os fatos.
Renan Santos (Missão) comentou sobre os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes não participarem do julgamento ao se declararem, respectivamente, suspeito e impedido de analisar os fatos.
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Publicado em 2026-09-15 18:59:07"Votação sobre corrupção no STF e ministros no plural estão se declarando impedidos. E radical sou eu por não querer cumprir ordens ilegais desses ministros", escreveu o candidato no X.
Votação sobre corrupção no STF e MINISTROS no plural estão se declarando impedidos.
E radical sou eu por não querer cumprir ordens ilegais desses ministros.
— Renan Santos????? (@RenanSantosMBL) September 15, 2026
O representante do Missão ainda postou um vídeo dizendo que "a pizza está sendo gestada agora" ao avaliar sobre o impedimento de Kassio Nunes e as notícias sobre a ligação do ministro com Vorcaro. Também postou conteúdo de propaganda eleitoral que, aparentemente, foi gravado anteriormente dizendo que o STF está envolvido em negócios escusos.
Romeu Zema (Novo) publicou uma série de vídeos com recortes do julgamento. Em um deles, critica diretamente o ministro Alexandre de Moraes, alegando que o magistrado mente e ataca o colega André Mendonça: "Quem não deve não teme. Que você [Moraes] abra tudo, deixa tudo ser visto, ser analisado. É assim que a Justiça funciona para um brasileiro comum e você é um brasileiro comum. Aliás, pior que os comuns porque é um mentiroso e só tem negado aquilo que você fez".
Quem não deve não teme, Moraes. pic.twitter.com/7MTfCnxweu
— Romeu Zema (@RomeuZema) September 15, 2026
Moraes afirmou ter provas de que o ministro André Mendonça tentou influenciar delações premiadas para incluir seu nome entre os delatados. Em resposta, o outro membro da Corte disse se tratar de uma "mentira" e afirmou que em seu momento de voto se manifestaria sobre as acusações.
Antes do julgamento, atos comandados por Zema reuniram manifestantes na Praça dos Três Poderes, próximo à sede do Judiciário, na capital. Embalado com gritos de “fora Lula” e “fora Moraes”, o ex-governador de Minas Gerais defendeu que o país precisa conquistar a “independência dos intocáveis”, em referência aos ministros da Suprema Corte.
Ronaldo Caiado (PSD) compartilhou vídeos que não mencionam diretamente o que ocorreu dentro do plenário do STF no julgamento histórico. No entanto, as publicações mencionavam os atos praticados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e uma inferência de que haveria uma "cortina de fumaça" dentro da ação na Corte, o que iria auxiliar outros candidatos.
Alguns minutos antes dos trabalhos serem iniciados pelos ministros, Caiado postou no X: "Eu nunca vi um escândalo dessa gravidade atingir o Supremo. O julgamento de hoje no STF é histórico porque escancara o que eu venho dizendo há tempos, faltou tudo, decoro, senso publico e o mínimo de liturgia no exercício do cargo. A única atitude aceitável será o afastamento imediato do ministro Alexandre de Moraes".
Eu nunca vi um escândalo dessa gravidade atingir o Supremo. O julgamento de hoje no STF é histórico porque escancara o que eu venho dizendo há tempos, faltou tudo, decoro, senso publico e o mínimo de liturgia no exercício do cargo. A única atitude aceitável será o afastamento…
— Ronaldo Caiado (@ronaldocaiado) September 15, 2026
Em busca da reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não havia se manifestado até o fim desta tarde. Conforme apurou a CNN, o petista pediu para que seus assessores o mantenham informado sobre a sessão para analisar o relatório da PF.
Segundo interlocutores, Lula quer monitorar o julgamento e pediu atualizações “de meia em meia hora” a assessores e técnicos jurídicos da campanha presidencial.
Mais cedo, o atual mandatário participou de cerimônia no Palácio do Planalto que aconteceu simultaneamente ao julgamento decisivo no STF.
O chefe do Executivo, contudo, não discursou na ocasião. A cerimônia contou com discursos de autoridades de governo presentes. Normalmente, a fala do mandatário encerra os eventos. Lula assinou a sanção do PL (projeto de lei) que institui o Redata, um regime de tributação especial para datacenters antes do fim do evento.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) também ainda não fez publicações ou ponderações sobre o que ocorreu dentro do plenário. Na manhã desta terça-feria (15), o político tomou café com aliados em Fortaleza, no Ceará, e divulgou nas próprias redes sociais um vídeo simulando um pronunciamento oficial à nação, voltando a criticar Lula pela atual situação do Supremo.
O canal de Flávio no YouTube também está imerso no julgamento do Supremo desta terça. Fora comentários sobre o caso, com a participação de aliados, como Bia Kicis (PL-DF), deputada federal e candidata ao Senado, o canal transmitiu o julgamento ao vivo com as imagens da TV Justiça. Há ainda uma possibilidade de que o próprio candidato participe da live.
Até a publicação esta matéria, não foi encontrado registros de que o candidato Augusto Cury (Avante) tenha comentado oficialmente os acontecimentos do julgamento do Supremo Tribunal Federal.