Por que cutucamos a pele próxima à unha? Freud explica

“Quando os seus recursos simbólicos de pensar, falar e elaborar não dão conta, o corpo assume”, afirma analista ao comentar sobre retorno a fase oral de desenvolvimento, descrita por Freud em suas análises

Beto Souza,

Você talvez nem tenha notado quando ela apareceu. Simplesmente quando se deu conta, ela havia tomado todo foco da sua atenção e provocou aquela dor e arrependimento, que dominou todo o seu ser. Mas a razão para o motivo de ter cutucado aquela "pelinha" no canto unha, na verdade, pode ter uma explicação encontrada na psicanálise.

Uma leitura que se dá para esse quadro, segundo a analista e psicóloga Miriam Garcia, está no que Freud definiu como o retorno a fase oral de desenvolvimento.

Mais próximo da neurose

Você nem se deu conta. O cutucar o excesso de pele, que pode ser produzido por diversos fatores, não foi intencional. O principal nome da psicanálise descreveu que o ser humano retorna a esse lado primitivo, toda vez que está sob tensão.

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A mente almeja o que é definido como busca por alívio imediato. A dinâmica é semelhante ao anseio do recém-nascido a sugar ou morder. Nas palavras da especialista, “quando os seus recursos simbólicos de pensar, falar e elaborar não dão conta, o corpo assume”.

O comportamento, de acordo com a psicanálise, é a manifestação mais “simples” do que é uma neurose. Afinal, o exemplo da pele no canto da unha, preenche a representação de uma questão que aflige a todos: a necessidade de corrigir algo que nos é percebido como imperfeito.

A dor recompensada

Para psicóloga, a questão pode apresentar razões que confrontam a capacidade do indivíduo em reconhecer o que está sentindo, e possíveis raízes ligadas a infância.

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O caminho apontado pela psicologia para a interrupção do hábito envolve reconhecer que o corpo está sinalizando um desconforto interno que necessita de atenção, e não de julgamento.

Ao identificar e nomear as causas da ansiedade, o psiquismo consegue elaborar os conflitos, reduzindo a necessidade de expressar a tensão por meio de ferimentos no próprio corpo.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/por-que-cutucamos-a-pele-proxima-a-unha-freud-explica/