Polícia prende 174 agressores de mulheres em operação em SP
Mobilização cumpriu mandados judiciais relacionados a crimes de violência doméstica e sexual contra mulheres
Uma grande operação da Polícia Civil de São Paulo prendeu 174 agressores de mulheres, durante esta quinta-feira (3), na ação nomeada de "Dia D da Operação Mulher Protegida".
A mobilização cumpriu mandados judiciais relacionados a crimes de violência doméstica e sexual contra mulheres. Foram 98 presos em flagrante 76 mandados de prisão cumpridos.
A operação foi coordenada pelas DDMs (Delegacias de Defesa da Mulher). As equipes também registraram 689 pedidos de medidas protetivas para mulheres vítimas de crimes de gênero ou ameaçadas por agressores.
Recomendamos para você
Delegado da PF que morreu baleado por PM durante operação é sepultado em Bagé
Morre delegado da Polícia Federal baleado por PM durante operação no RS Foi sepultado nes...
Publicado em 2026-07-04 12:47:49
Suspeito de se passar por policial civil é preso em Nova Odessa após perseguição e troca de tiros
Homens fingiam ser policiais civis e faziam falsas prisões no interior de SP Um homem suspe...
Publicado em 2026-07-04 12:29:27
Investigado desobedece ordem, bate em viatura e foge para mata em Araguaína, diz polícia
Viatura da Polícia Civil do Tocantins Divulgação/Dicom Um suspeito de integrar uma organi...
Publicado em 2026-07-04 12:09:55A secretária de Políticas para a Mulher, delegada Adriana Liporoni, destacou que a operação reforça a integração entre prevenção, acolhimento e responsabilização dos agressores. “Proteger as mulheres exige uma atuação permanente, integrada e efetiva. Cada mandado cumprido representa uma resposta concreta do poder público para interromper ciclos de violência”, afirmou.
Veja o momento em que um dos suspeitos é preso:
“Quando a medida judicial é efetivamente executada, o Estado interrompe o ciclo da violência, responsabiliza o agressor e oferece mais segurança para que a vítima possa seguir com o acompanhamento da rede de proteção”, afirma a delegada Cristiane Braga, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher.
A Operação Mulher Protegida integra o conjunto de ações permanentes do Governo de São Paulo para fortalecer a rede de proteção ao público feminino, qualificar a atuação dos órgãos públicos e ampliar a responsabilização de agressores em todo o território paulista.
Recorde de feminicídios em 2026
O estado de São Paulo registrou 107 casos de feminicídio entre janeiro e abril deste ano. O número é o maior para os quatro primeiros meses desde 2018, data em que denúncias passaram a ser divulgadas no portal da SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo).
De acordo com levantamento realizado pela CNN Brasil, os dados indicam um crescimento de 205,71% de 2018 a 2026, sendo o crescimento médio anual de aproximadamente 15,05% ao ano.
Em 2026, abril foi o mês em que mais foram registradas ocorrências do crime. Confira abaixo registros realizados neste ano:
- Janeiro: 27
- Fevereiro: 30
- Março: 30
- Abril: 20
Segundo o balanço, em 2024 houve o registro de 91 feminicídios, ocupando o segundo lugar com o maior número de ocorrências entre os meses comparados.
Além disso, entre 2021 a 2023 também houve um crescimento constante nos casos de feminicídio. O valor passou de 53 (2021), para 60 (2022), e então para 80 (2023), representando um aumento de cerca de 50,94%.
O ano com o menor número de denúncias (entre janeiro a abril) foi 2018, com apenas 35 registros.
Em nota, a SSP-SP informou que o Governo de São Paulo vem ampliando a rede de proteção às vítimas, com 144 Delegacias de Defesa da Mulher, 220 delegacias de atendimento remoto, mais de 650 policiais especializados, além de ter implementado a Patrulha SP Mulher Segura.