Polícia antiterrorista do Reino Unido investiga morte de ex-parlamentar
Ann Widdecombe foi encontrada morta na última quinta-feira (9); novas evidências geram suspeitas sobre o caso
A polícia antiterrorismo do Reino Unido está à frente da investigação sobre a suspeita de assassinato da ex-parlamentar britânica Ann Widdecombe, após novas informações e evidências serem obtidas, afirmou a ministra do Interior do Reino Unido, Shabana Mahmood, nesta segunda-feira (13).
Anteriormente, a polícia havia declarado que não havia informações sugerindo que o assassinato de Widdecombe fosse um ato de terrorismo ou tivesse motivação política.
"A polícia está trabalhando com múltiplas linhas de investigação para determinar a motivação deste ataque", disse Mahmood em uma atualização sobre o caso.
Recomendamos para você
EUA investigam se Irã armazenou drones em Cuba e ameaçam reagir: “lidaremos com isso”
O presidente Donald Trump informou que os EUA abriram uma investigação para verificar se o Irã ar...
Publicado em 2026-07-13 21:19:15
Cão é resgatado da montanha mais alta do Reino Unido após comer maconha
Labrador Tokyo passou mal e chegou a perder a consciência durante caminhada...
Publicado em 2026-07-13 21:17:36
Polícia investiga corpo decapitado encontrado em rua de Marituba, na Grande Belém
Um homem foi encontrado morto na noite do último sábado (11) na avenida Pires Franco, esquina ...
Publicado em 2026-07-13 21:05:06Mais tarde, ela informou que o suspeito não era conhecido pelo programa governamental que atua para impedir que indivíduos em risco se tornem terroristas.
Widdecombe foi parlamentar pelo Partido Conservador entre 1987 e 2010 e ocupou diversos cargos durante o governo do ex-primeiro-ministro John Major.
A ex-parlamentar foi encontrada morta em sua casa em Haytor, Devon, no oeste da Inglaterra, na última quinta-feira (9). A polícia acredita que Widdecombe tenha morrido no dia anterior à descoberta de seu corpo. Ela havia "sofrido ferimentos graves", informaram as autoridades em um comunicado na semana passada.
No sábado (11), a polícia prendeu um homem de 28 anos em South Yorkshire, na Inglaterra, a centenas de quilômetros de distância, sob suspeita de homicídio.
"O suspeito, um cidadão britânico branco, encontra-se agora sob custódia policial", informou a Polícia de Devon e Cornwall, acrescentando que a unidade de contraterrorismo do Nordeste e a Polícia de South Yorkshire realizaram a prisão sob sua jurisdição.
Na segunda, a divisão de combate ao terrorismo da polícia informou em comunicado que "novas informações e evidências surgiram durante o que tem sido uma investigação dinâmica e complexa", levando a corporação a assumir o caso.
"O homem que já estava sob custódia foi detido novamente sob suspeita de cometimento, preparação ou incitação a atos de terrorismo", continuou a divisão policial.
Widdecombe, que tinha 78 anos, também foi ministra do governo e uma figura constante na televisão britânica.
Ex-ministra e figura importante do Reform UK
Em 2019, foi eleita para o Parlamento Europeu como integrante do partido de direita Brexit Party, liderado por Nigel Farage. Após a saída formal do Reino Unido da União Europeia, ela atuou como porta-voz de imigração da organização sucessora do Brexit Party, o Reform UK.
A última aparição pública de Widdecombe ocorreu em uma entrevista à emissora TalkTV, na manhã da última quarta (8). Durante o programa, ela defendeu veementemente Farage, após a decisão dele de renunciar ao cargo no Parlamento e concorrer novamente à sua cadeira na casa legislativa.
Na sexta, Farage divulgou um comunicado lamentando a morte de Widdecombe e afirmando que ela "dedicou sua vida ao serviço público".
Políticos britânicos de todo o espectro político manifestaram suas condolências. Na semana passada, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, descreveu a morte dela como uma "perda significativa" e afirmou que aquele era um momento importante para "superar quaisquer divergências políticas".
Ainda na segunda, no Parlamento, a ministra do Interior declarou que analisaria "que tipo de orientação de segurança pode ser fornecida a ex-parlamentares", bem como as medidas de segurança para aqueles que mantêm uma presença pública em decorrência de suas atividades políticas.
Mahmood também se prontificou a agendar uma reunião entre Farage, como representante do partido Reform UK, e o órgão governamental responsável pela segurança de políticos.
O porta-voz da oposição para assuntos internos, Chris Philp, do Partido Conservador, afirmou no Parlamento que a ameaça contra políticos "é claramente real", destacando os casos de outros dois parlamentares assassinados nos últimos anos: Sir David Amess e Jo Cox.