Plena Alimentos aposta em exportações, confinamento e novos negócios

Frigorífico familiar abate 52 mil animais por mês e combina expansão internacional com operações de confinamento e produtos de maior valor agregado

Andressa Simão, , São Paulo

A Plena Alimentos mantém uma estratégia de expansão baseada na diversificação dos negócios e dos mercados consumidores de carne bovina. O grupo, que atua nos estados de Minas Gerais, Goiás e Tocantins, combina uma operação frigorífica de grande escala com atividades de confinamento, distribuição e produção de petiscos naturais para animais.

Durante o Forum Pecuária Datagro, o CEO da companhia, Paulo Emílio, destacou que a Plena abate atualmente cerca de 52 mil animais por mês em suas unidades industriais. A operação é dividida de forma equilibrada entre os mercados interno e externo, com aproximadamente 50% da produção destinada a cada frente.

A estratégia de exportação também passa por uma maior diversificação dos destinos. A China responde por 27% das exportações da Plena, enquanto o restante é distribuído entre países como Líbia, Tunísia, Egito e Singapura. A companhia também trabalha para habilitar a unidade de Porangatu, em Goiás, para exportações aos Estados Unidos, ampliando o número de mercados acessíveis à produção.

Recomendamos para você

Além da indústria frigorífica, a pecuária representa uma frente relevante dentro da estrutura do grupo. A empresa mantém um confinamento em Goiás com capacidade estática para 86 mil animais e outra operação em Minas Gerais com capacidade para 8 mil cabeças. Em Minas, parte da estrutura é utilizada para fornecer animais às próprias unidades industriais da companhia.

A integração entre pecuária e indústria permite à companhia trabalhar com diferentes estratégias de abastecimento. Ao mesmo tempo, a Plena mantém as operações de confinamento separadas entre os negócios do grupo, com estruturas e resultados próprios, de acordo com o executivo.

Outra frente de diversificação está no segmento de produtos para animais de estimação. A empresa mantém a Petisco, negócio voltado à produção de petiscos naturais a partir de subprodutos da indústria frigorífica, como miúdos. Segundo Paulo Emílio, a operação vem crescendo mais de 100% ao ano nos últimos anos, em uma estratégia de aproveitamento de resíduos e agregação de valor.

A estrutura do grupo também inclui uma operação própria de logística para o mercado doméstico. A grande empresa de logística conta com 66 caminhões dedicados à distribuição dos produtos da Plena, principalmente para o mercado de Belo Horizonte e região.

A diversificação ganha importância em um momento de mudanças no comércio internacional de carne bovina. Para a companhia, a ampliação do número de destinos de exportação reduz a dependência de um único mercado e permite distribuir a produção entre diferentes clientes e regiões.

Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro continua sendo uma das principais frentes comerciais da Plena. Segundo o CEO, a empresa mantém uma forte atuação doméstica e trabalha com linhas diferenciadas para atender diferentes perfis de consumidores. A companhia avalia que a evolução das exportações também contribuiu para melhorar a qualidade dos animais e dos cortes disponíveis no mercado brasileiro.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/plena-alimentos-aposta-em-exportacoes-confinamento-e-novos-negocios/