Cientistas afirmam ter detectado indícios promissores de que um planeta orbitando uma estrela a 49 anos-luz da Terra pode ter uma atmosfera, tornando-o potencialmente habitável.
Chamado LHS 1140b, o objeto tem cerca de cinco vezes a massa do nosso planeta, ou seja, é uma “Super-Terra”. Este planeta orbita sua estrela na “zona habitável”, o que significa que sua temperatura superficial não é muito quente nem muito fria para que haja água líquida.
“Acreditamos que seja predominantemente um planeta rochoso, com base em sua massa e nas medições de seu raio, o que nos dá uma estimativa de densidade”, disse Collin Cherubim, cientista planetário e principal autor de um artigo sobre a descoberta, publicado em 16 de julho na revista Science.
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Publicado em 2026-07-31 17:50:31“Parece ser compatível com a Terra, o que significa que pode ter um núcleo de ferro e um manto de silicato, além de algum tipo de componente de baixa densidade, que provavelmente é uma combinação de água e, agora sabemos, uma atmosfera”, disse Cherubim, bolsista Sagan da Nasa na Universidade de Chicago. Ele conduziu a pesquisa durante seus estudos de doutorado na Universidade de Harvard.
Os astrônomos descobriram mais de 6.200 exoplanetas desde a descoberta dos primeiros, na década de 1990. O Telescópio Espacial Hubble encontrou evidências, em 2001, de uma atmosfera em um exoplaneta gigante gasoso orbitando uma estrela a cerca de 150 anos-luz da Terra.
Caso observações futuras confirmem as descobertas, LHS 1140b representaria a primeira descoberta de uma atmosfera em um planeta rochoso na zona habitável de outra estrela.
Sinais de um planeta habitável
Observar as atmosferas de planetas rochosos distantes é difícil, pois esses corpos celestes são pequenos e suas atmosferas são tênues. Os astrônomos precisam esperar que um planeta passe em frente à sua estrela hospedeira. De forma semelhante a um eclipse, à medida que a luz se filtra pela atmosfera, ela pode revelar a assinatura de um gás.
Atualmente, não há evidências de vida ou de uma atmosfera capaz de sustentar a vida em LHS 1140b, mas Cherubim afirmou acreditar que se trata de um candidato formidável para potenciais indícios de vida extraterrestre.
“Acho que é o melhor lugar para procurar vida fora do sistema solar neste momento”, disse ele. “É predominantemente rochoso, tem a temperatura certa para sustentar água líquida na superfície e possui uma atmosfera — esses são os três ingredientes principais que procuramos.”
Para identificar a atmosfera, Cherubim desenvolveu inicialmente um modelo baseado na suposição generalizada de que muitos planetas se formam com atmosferas dominadas por hidrogênio e hélio — os elementos mais abundantes do universo. À medida que alguns desses planetas evoluem para corpos rochosos, eles perdem a maior parte do hidrogênio, mas conseguem reter o hélio, por ser ligeiramente mais pesado.
Veja as principais descobertas astronômicas de 2026
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Descobertas de 2026 - (1): Astrônomos do Observatório Europeu do Sul identificaram uma "onda de choque" em torno de uma estrela morta. O fenômeno foi formado a partir de uma colisão entre o gás e a poeira ejetados pela estrela morta RXJ0528+2838, e foi identificado com auxílio do VLT (Very Large Telescope) • ESO/K. I?kiewicz and S. Scaringi et al. Background: PanSTARRS
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Descobertas de 2026 - (2): A lua Europa, de Júpiter, está na lista restrita de lugares do nosso Sistema Solar considerados promissores na busca por vida além da Terra, com um grande oceano subterrâneo que se acredita estar escondido sob uma camada externa de gelo. No entanto, novas pesquisas estão levantando dúvidas. Após modelar as condições de Europa, os pesquisadores concluíram que seu assoalho rochoso provavelmente é mecanicamente forte demais para permitir esse tipo de atividade. • Nasa/JPL-Caltech/SETI Institute
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Descobertas de 2026 - (3): O vento solar, em combinação com o campo magnético da Terra, tem transportado partículas da atmosfera do nosso planeta para a superfície da Lua há bilhões de anos, revela pesquisa da Universidade de Rochester • Shubhonkar Paramanick/Universidade de Rochester
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Descobertas de 2026 - (4): Astrônomos podem ter descoberto um tipo de objeto até então desconhecido, apelidado de "Cloud-9", que pode lançar luz sobre a matéria escura. Pesquisa publicada no periódico The Astrophysical Journal Letters mostra que Cloud-9 é uma nuvem de matéria escura que pode ser um remanescente da formação de galáxias nos primórdios do universo • NASA/ESA/VLA/Gagandeep Anand/Alejandro Benitez-Llambay/Joseph DePasquale
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Descobertas de 2026 (5) - Um objeto vindo do espaço chocou-se com a Terra há cerca de seis milhões de anos, espalhando fragmentos pelo Brasil. Somente agora, em 2026, a ciência conseguiu confirmar o evento, que deu origem a pedaços de vidro conhecidos como tectitos. • Álvaro Cóstra/Unicamp
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Descobertas de 2026 (6) - Observações realizadas peloTelescópio Espacial James Webb identificaram centenas de pequenos objetos avermelhados em imagens profundas do Universo primitivo. Um estudo liderado por Rusakov et al., publicado na revista Nature em janeiro, apresentou uma nova interpretação para esses objetos. De acordo com os autores, os LRDs correspondem a buracos negros em fase inicial de crescimento • Reprodução NASA, ESA, CSA, STScI, JWST; Dale Kocevski (Colby College)
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Descobertas de 2026 (7) - Os astrônomos há muito tempo buscam indícios de que uma estrela companheira oculta se encontra fora de vista perto da supergigante vermelha Betelgeuse. Agora, eles descobriram uma nova evidência: um rastro semelhante ao deixado por um barco, atravessando a atmosfera superior de Betelgeuse, provavelmente formado pela companheira invisível • Elizabeth Wheatley/ESA/NASA
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Descobertas de 2026 (8) - Uma equipe internacional de astrônomos revelou a descoberta de uma estrutura inédita de ferro ionizado no interior da Nebulosa do Anel. Os cientistas detectaram a "barra" estreita que emite luz especificamente através de átomos de ferro • Telescópio Espacial James Webb
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Descobertas de 2026 (9) - Uma equipe de astrônomos, com o auxílio do ALMA (Atacama Large Millimeter Array), um rádio-observatório que fica no Chile, conseguiu registrar em alta resolução 24 discos de detrito em torno de estrelas. Os anéis fotografados fazem parte da Cintura de Kuiper, que fica no mesmo Sistema Solar da Terra, depois de Netuno. • Divulgação/ESO
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Descobertas de 2026 (10) - Astrônomos registraram um dos exemplos mais impressionantes já vistos no espaço após observarem a presença de um buraco negro “renascido” após 100 milhões de anos em inatividade em uma cena comparada à erupção de um “vulcão cósmico”. Segundo o estudo publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, o fenômeno foi observado no centro da galáxia J1007+3540 • LOFAR/Pan-STARRS/S. Kumari et al.
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Descobertas de 2026 (11) - Conceito artístico do exoplaneta candidato HD 137010 b, apelidado de "Terra fria" por ser um possível planeta rochoso ligeiramente maior que a Terra, orbitando uma estrela semelhante ao Sol a cerca de 146 anos-luz de distância • NASA/JPL-Caltech/Keith Miller (Caltech/IPAC)
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Descobertas de 2026 (13) - Uma molécula de 13 átomos contendo enxofre (como pode ser visto nesta ilustração) foi descoberta no espaço interestelar pela primeira vez. Os pesquisadores consideram a descoberta um "elo perdido" na compreensão das origens cósmicas da química da vida. • Divulgação/ MPE/NASA/JPL-Caltech
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Descobertas de 2026 (14) - Júpiter é, sem dúvida, o maior planeta do nosso Sistema Solar. No entanto, uma recente descoberta mostrou que ele não é tão grande assim — por uma margem muito pequena — quanto os cientistas pensavam. Segundo as observações de Juno, Júpiter tem um diâmetro equatorial de 142.976 km (88.841 milhas), aproximadamente 8 km (5 milhas) menor • Nasa
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Descobertas de 2026 (15) - Cientistas estão monitorando o comportamento de um buraco negro supermassivo que apresenta hábitos alimentares específicos desordenados. Usando principalmente radiotelescópios no Novo México e na África do Sul, eles acompanham o buraco negro, localizado no centro de uma galáxia muito além da Via Láctea, enquanto ele continua a expelir um jato de material em alta velocidade após rasgar e devorar uma estrela que cometeu o erro de se aproximar demais • Nasa
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Descobertas de 2026 (16) - Uma nova análise de dados de radar de Vênus, obtidos pela sonda Magellan da Nasa na década de 1990, indicou a presença de uma cavidade subterrânea criada por um fluxo de lava, a primeira estrutura subterrânea já detectada no planeta vizinho da Terra • Divulgação/RSLab, University of Trento
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Descobertas de 2026 (17) - Imagine todos os oceanos da Terra, que cobrem cerca de 70% do planeta e são compostos principalmente de hidrogênio. Agora multiplique isso por nove. Essa pode ser a quantidade de hidrogênio no núcleo da Terra, relataram cientistas na revista Nature Communications. • Tumeggy/Science Photo Library RF/Getty Images
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Descobertas de 2026 (18) - Pesquisadores rastrearam uma estrela grande e brilhante que, em seus estertores, praticamente desapareceu de vista ao se transformar em um buraco negro sem explodir. Agora, ela só é detectável devido a um brilho sutil causado pelo aquecimento do gás e da poeira remanescentes, que são sugados pela força gravitacional irresistível do buraco negro recém-nascido. A estrela, chamada M31-2014 - DS1, estava localizada na Galáxia de Andrômeda • Keith Miller, Caltech/IPAC – SELab
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Descobertas de 2026 (19) - Um sistema exoplanetário a cerca de 116 anos-luz da Terra pode mudar completamente a forma como os planetas se formam. Quatro planetas orbitam LHS 1903 — uma estrela anã vermelha, o tipo mais comum de estrela no Universo — e estão dispostos em uma sequência peculiar. • Reprodução/ESA
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Descobertas de 2026 (20) - Uma vista de Saturno e Titã, a maior lua do planeta, capturada pela sonda Cassini. Pesquisadores sugerem que uma colisão antiga da maior lua de Saturno com outro corpo celeste pode ter dado origem aos anéis • NASA/JPL-Caltech/Instituto de Ciências Espaciais
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Descobertas de 2026 (21) - A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou uma impressionante fotografia do cometa interestelar 3I/ATLAS. Foi o primeiro registro de Juice da passagem do cometa. • ESA/JUICE/JANUS
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Descobertas de 2026 (22) - Corpos celestes com formato semelhante a “bonecos de neve” são mais comuns no Sistema Solar do que se imaginava. A forma curiosa, marcada por dois blocos unidos, é resultado da fusão lenta de objetos menores no início da formação planetária. O exemplo mais conhecido é Arrokoth, visitado em 2019 pela sonda New Horizons • Reprodução/Google
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Descobertas de 2026 (23) - Astrônomos identificaram uma galáxia tão tênue que é quase invisível — uma descoberta que pode ajudar a lançar luz sobre uma das substâncias mais elusivas do Universo. Os pesquisadores encontraram a Candidate Dark Galaxy-2, ou CDG-2, usando o Telescópio Espacial Hubble, e acreditam que ela seja composta por pelo menos 99,9% de matéria escura • Li (utoronto), Ima/ESA/NASA
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Descobertas de 2026 (24) - Astrônomos afirmam que os misteriosos “pequenos pontos vermelhos” observados pelo Telescópio Espacial James Webb podem ser estrelas gigantes do início do Universo, e não buracos negros, como se pensava inicialmente • Bangzheng “Tom” Sun
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Descobertas de 2026 (25) - Cientistas obtiveram o mapa mais completo e de alta resolução do gás frio no centro da Via Láctea, que contém a matéria-prima a partir da qual estrelas e planetas são formados. As informações da imagem podem ajudar os astrônomos a entender a origem do nosso sistema solar. A imagem é fruto de um esforço internacional de quatro anos, utilizando um dos telescópios mais potentes da Terra, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, ou ALMA, um conjunto de mais de 50 antenas de rádio espalhadas por um planalto nos Andes chilenos • ALMA(ESO/NAOJ/NRAO)/S. Longmore/D. Minniti et al.
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Descobertas de 2026 (26) - Uma intensa bola de fogo cortou o céu na Europa por volta de 14h55 do domingo (8/3), deixando um rastro de fumaça. O brilho foi de aproximadamente seis segundos, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA). O registro foi observado por muitas pessoas na Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo e Holanda. • AllSky7/ESA
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Descobertas de 2026 (27) - Uma supernova superluminosa envolvendo uma estrela enorme em uma galáxia a cerca de um bilhão de anos-luz da Terra está agora ajudando os cientistas a resolver esse mistério. Os pesquisadores determinaram que ela se tornou extremamente brilhante porque a explosão deixou para trás um magnetar , um remanescente estelar extremamente compacto e de rotação rápida, com um campo magnético imensamente poderoso • Joseph Farah and Curtis McCully
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Descobertas de 2026 (28) - Um estudo publicado na revista científica Astronomy & Astrophysics sugere que o Sol pode não estar exatamente em seu local de origem. De acordo com os pesquisadores, a estrela do Sistema Solar pode ter nascido em uma região mais próxima do centro da Via Láctea e migrado ao longo de bilhões de anos até a posição atual. • Nasa
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Descobertas de 2026 (29) - Astrônomos identificaram um possível novo tipo de planeta fora do Sistema Solar, com interior derretido e atmosfera rica em enxofre. O objeto, chamado L 98-59 d, fica a cerca de 35 anos-luz da Terra e foi analisado com dados do telescópio espacial James Webb Space Telescope e de observatórios em solo. O interior do planeta pode ser formado por rocha derretida, semelhante à lava • Mark A. Garlick
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Descobertas de 2026 (30) - Uma supernova - a morte explosiva de uma estrela - é sempre violenta, lançando material para o espaço e geralmente deixando para trás um remanescente estelar compacto, como uma estrela de nêutrons ou um buraco negro. Mas algumas supernovas envolvendo as maiores estrelas do cosmos podem ser tão imensamente poderosas que não deixam absolutamente nada para trás • Universidade Monash
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Descobertas de 2026 (31) - Observações diárias por satélite revelaram um aumento contínuo do brilho noturno em todo o mundo devido à iluminação artificial, com importantes variações regionais, incluindo um aumento na África Subsaariana e no Sudeste Asiático, juntamente com uma redução deliberada na Europa, motivada por preocupações com a conservação de energia e a poluição luminosa. • Reuters
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Descobertas de 2026 (32) - Uma nova imagem revela um objeto celeste deslumbrante — uma estrela, emparelhada com outra, em processo de morte, que se assemelha a uma bola de cristal. Cientistas capturaram a imagem da NGC 1514, apelidada de Nebulosa Bola de Cristal, com o Espectrógrafo Multiobjeto Gemini. O instrumento está instalado no telescópio Gemini Norte, localizado em Maunakea, um vulcão adormecido no Havaí. • Observatório Internacional Gemini/NOIRLab/NSF/AURA
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Descobertas de 2026 (33) - Analisando novamente dados envolvendo um tipo específico de explosão estelar, uma equipe de pesquisadores afirma ter confirmado a noção, há muito aceita, de que o universo está se expandindo em ritmo acelerado - a mesma observação que levou à identificação, na década de 1990, de uma força cósmica enigmática chamada energia escura. Os resultados do estudo refutam uma pesquisa publicada no ano passado que concluiu que essa expansão cósmica não está mais acelerando – uma descoberta que havia desafiado a compreensão básica do universo. • Pexels • Del Woodcock
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Descobertas de 2026 (34) - Um exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) com quatro vezes a massa de Júpiter foi localizado pelo Telescópio Espacial James Webb da Nasa, orbitando muito próximo a uma estrela semelhante ao Sol. Nomeado como HD 80606 b, o planeta chega a 1.100 graus Fahrenheit (cerca de 593 ºC) ao se aproximar de sua estrela. O exoplaneta foi apelidado de "exoplaneta torrado" • Reprodução NASA, ESA, CSA, Joseph Olmsted (STScI)
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Descobertas de 2026 (35) - Astrônomos identificaram, pela primeira vez, um açúcar considerado "verdadeiro" no espaço interestelar. A molécula, chamada eritrulose, possui quatro átomos de carbono e foi detectada em uma nuvem de gás e poeira próxima ao centro da Via Láctea. A descoberta foi publicada na revista científica Nature Astronomy • Créditos: NASA, Caltech, Susan Stolovy e Nature Astronomy
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Descobertas de 2026 (36) - Cientistas descobriram, pela primeira vez, evidências de duas estrelas massivas de um sistema binário que esgotaram seu combustível e explodiram violentamente em um curto período de tempo, deixando para trás uma nuvem reveladora de gás brilhante chamada nebulosa. Essas explosões estelares são chamadas de supernovas. Uma dessas duas nebulosas está entre as mais conhecidas da nossa galáxia, a Via Láctea, chamada Nebulosa da Água-viva devido à sua semelhança superficial com a criatura marinha de tentáculos • Nasa
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Descobertas de 2026 (37) - Imagem artística de CD-35 2722. Cientistas estão documentando um sistema planetário na Via Láctea que é tão radicalmente diferente de nosso próprio sistema solar que têm dificuldade em encontrar uma terminologia adequada para descrevê-lo. O sistema inclui uma anã vermelha com cerca de 40% da massa do nosso Sol, orbitada por uma anã marrom -- um corpo celeste na fronteira entre um planeta e uma estrela. A anã marrom, por sua vez, é orbitada por um mundo gasoso do tamanho de Júpiter, recém-descoberto com o auxílio do Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul, localizado no Chile • ESO/M. Kornmesser
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Descobertas de 2026 (38) - Cientistas afirmam ter detectado indícios promissores de que um planeta orbitando uma estrela a 49 anos-luz da Terra pode ter uma atmosfera, tornando-o potencialmente habitável. Chamado LHS 1140b, o objeto tem cerca de cinco vezes a massa do nosso planeta, ou seja, é uma “Super-Terra”. • Melissa Weiss/CfA/Harvard
Cherubim usou o modelo para encontrar exoplanetas conhecidos cuja massa, raio e temperatura os tornariam propensos a terem passado por esse processo e, em seguida, procurou o hélio revelador. Usando o telescópio Magellan Clay no Observatório Las Campanas, no Chile, em setembro de 2024, ele encontrou hélio escapando de LHS 1140b.
“Você está removendo o hidrogênio, mantendo o hélio, e acaba com uma espécie de mundo de hélio”, disse ele. “Acreditamos que o LHS 1140b está nesse ponto ideal, onde perdeu o hidrogênio e manteve o hélio, que agora está escapando lentamente.”
O hélio sozinho provavelmente não seria adequado para sustentar a vida, mas espera-se que outros gases, como o oxigênio, possam acompanhá-lo.
“Ainda não detectamos outras moléculas na atmosfera, mas estou otimista”, disse Cherubim. “Eu diria que eventualmente encontraremos algo.”
‘Será que podemos encontrar água em seguida?’
A estrela hospedeira de LHS 1140b é uma anã vermelha, o tipo mais comum de estrela no universo. Como as anãs vermelhas são menores e mais frias do que outras estrelas, é mais fácil verificar a presença de atmosferas em planetas que orbitam ao seu redor, devido ao brilho e à luminosidade reduzidos. No entanto, as estrelas anãs vermelhas também são mais ativas do que estrelas como o nosso Sol e podem destruir completamente as atmosferas. “Elas são estrelas realmente vigorosas e ferozes que emitem muitos raios X e radiação ultravioleta”, disse Cherubim, “o que é muito prejudicial para as atmosferas, pois as aquece, expande e as expulsa para o espaço.”
Confirmar a existência de uma atmosfera em um planeta rochoso orbitando uma anã vermelha seria particularmente empolgante, disse Cherubim, porque a possibilidade disso acontecer é uma questão em aberto na astronomia. “Planetas rochosos podem ter atmosferas ao redor de anãs vermelhas? Este é o primeiro ‘sim’ genuíno”, disse ele. “É um alívio para muitos de nós. Mas ainda não há um veredito. Talvez este seja um planeta peculiar, um caso atípico, ou talvez seja o primeiro de muitos. Ainda não sabemos.”
Em uma observação de acompanhamento do planeta, realizada um ano depois, em 2025, Cherubim e sua equipe não detectaram mais hélio. O estudo concluiu que essa ausência poderia ser explicada por uma variabilidade na taxa de escape do hélio, o que a teria colocado abaixo do limite de sensibilidade do instrumento. No entanto, Cherubim admitiu: “Esse é um grande mistério no momento, sobre o qual estamos pensando muito ativamente.”
Os pesquisadores iniciarão uma nova rodada de observações do LHS 1140b no outono. “Também solicitei tempo de observação em um instrumento ainda mais sensível no Chile, e espero que seja aprovado”, disse Cherubim. “Várias outras pessoas também estarão observando. O Telescópio Espacial James Webb vai observá-lo. O Hubble também. Basicamente, todos que puderem vê-lo estarão de olho nele.”
Jason Dittmann, coautor do estudo, compartilha o alívio de Cherubim com a descoberta. “Eu estava começando a me preocupar que talvez atmosferas ao redor de planetas rochosos não fossem tão comuns ou que anãs vermelhas não fossem bons hospedeiros planetários”, disse Dittmann, professor assistente de astronomia da Universidade da Flórida, em um e-mail. “Então, acho que encontrar um exemplo positivo de um planeta rochoso com atmosfera é realmente significativo. É o que esperávamos encontrar há anos. O que mais existe além de hélio? Será que podemos encontrar água em seguida? Algo mais? A importância deste resultado reside em toda a empolgação sobre quais outras perguntas poderemos fazer no futuro.”
Para Dittmann, é especialmente emocionante que o LHS 1140b receba a atenção de tantos cientistas, pois ele liderou a equipe que descobriu o exoplaneta em 2017.
“É como se meu pequeno planeta tivesse crescido de verdade”, disse ele. “Espero que comecemos a ver mais atmosferas de planetas rochosos nos próximos anos. Posso acabar me arrependendo do que disse, mas se tivesse que apostar agora, diria que este é o primeiro de muitos, talvez até vários. E será muito emocionante comparar esses planetas uns com os outros e ver o que os diferencia.”
O problema de acompanhamento
As observações do LHS 1140b são inovadoras, fornecendo a evidência mais forte até agora da existência de uma atmosfera em um exoplaneta rochoso na zona habitável, disse Ana Glidden, pesquisadora de pós-doutorado no Instituto Kavli de Astrofísica e Pesquisa Espacial do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em um e-mail.
“Como LHS 1140 b orbita uma estrela calma e é uma super-Terra, as chances de ela manter uma atmosfera são favoráveis”, acrescentou Glidden, que não participou do estudo. “No entanto, mais observações são cruciais para confirmar o resultado e entender por que o hélio foi detectado na primeira observação, mas não na segunda.”
Michaël Gillon, diretor de pesquisa da Unidade de Pesquisa em Astrobiologia da Universidade de Liège, na Bélgica, considerou o estudo empolgante e com um resultado potencialmente histórico. No entanto, ele alertou que não há provas definitivas de que LHS 1140b possua uma atmosfera substancial. Ele também não participou do estudo.
“O sinal de hélio foi detectado apenas uma vez e estava ausente em observações subsequentes em 2025”, escreveu Gillon em um e-mail. “A ausência de uma segunda detecção exige cautela e, antes de tirar conclusões sobre a natureza de qualquer atmosfera subjacente, é necessário estabelecer que o sinal de hélio está genuinamente associado ao planeta e é reproduzível.”
Se a detecção de hélio puder ser confirmada, no entanto, as implicações seriam profundas, disse Gillon. “Até agora, tínhamos apenas evidências limitadas de atmosferas em exoplanetas rochosos temperados”, acrescentou. “Demonstrar que LHS 1140 b reteve uma atmosfera substancial ao longo de bilhões de anos mostraria que pelo menos algumas Super-Terras na zona habitável ao redor de anãs vermelhas podem sobreviver à intensa atividade inicial de suas estrelas hospedeiras.”
Tal resultado fortaleceria significativamente as perspectivas de encontrar mundos rochosos verdadeiramente habitáveis ??nas proximidades, concluiu Gillon, e tornaria LHS 1140b um dos alvos prioritários para o Telescópio Espacial James Webb e futuros observatórios.