PF prende fornecedor de armas do Comando Vermelho no Suriname
Ação teve objetivo de desarticular estrutura financeira e logística transnacional vinculada à facção carioca; companheira do homem também foi presa durante cumprimento de mandados no exterior
A PF (Polícia Federal) prendeu, neste final de semana, um fornecedor de armas do CV (Comando Vermelho) que estava no Suriname. A ação foi destinada a desarticular a estrutura financeira e logística transnacional vinculada à facção carioca.
A "Operação Red Fox" também prendeu a companheira do homem que abastecia o Comando Vermelho com armamentos. Imagens mostram o momento da captura. Veja abaixo:
O homem é investigado como operador financeiro da facção e suspeito de movimentar mais de R$ 150 milhões, com atuação na região de fronteira e vínculo com repasses destinados à aquisição das armas.
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Publicado em 2026-06-22 08:54:18Já a mulher é apontada como operadora logística e financeira, com histórico de deslocamentos ao Suriname em períodos compatíveis com movimentações suspeitas de recursos.
Veja mansão onde fornecedor de armas vivia no Suriname
Outros presos na Red Fox
Outras duas pessoas foram presas durante a operação. Uma delas foi localizada no Rio de Janeiro e a outra em Tabatinga, no Amazonas, na região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
O preso no Rio também é apontado como operador financeiro da facção, suspeito de utilizar contas pessoais e empresariais para pulverizar recursos ilícitos e viabilizar pagamentos a fornecedores. Já o outro alvo seria responsável por empresa utilizada no fluxo financeiro da organização na região amazônica, especialmente em pagamentos vinculados à logística transnacional de drogas e armas.
As medidas foram deferidas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e incluem mandados de prisão preventiva, bloqueio de ativos, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores, além da suspensão das atividades econômicas de pessoas jurídicas apontadas como empresas de fachada ou contas de passagem utilizadas pelo grupo criminoso.
Investigações
As investigações apontaram que o Comando Vermelho usava empresas de fachada, "laranjas", depósitos fracionados, transferências via PIX, contas de passagem e movimentações incompatíveis com a capacidade econômica dos envolvidos para ocultar a origem ilícita dos valores e garantir o pagamento de fornecedores nacionais e estrangeiros.
Além das prisões já cumpridas, há outros nove mandados de prisão preventiva contra investigados e integrantes do CV. Entre os alvos, estão lideranças da facção foragidas.
A Justiça Federal autorizou medidas de bloqueio, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores até o limite de quase R$ 500 milhões. O objetivo é atingir a capacidade econômica da facção, impedir a dissipação patrimonial e interromper o financiamento das atividades ilícitas.
Segundo a PF, as apurações continuam para localização dos foragidos, aprofundamento da análise financeira e telemática e identificação de outros integrantes da rede criminosa.