Pausa para hidratação: entenda por que FIFA precisou adotar medida
Com previsão de calor recorde para a Copa do Mundo de 2026, entidade reforça protocolos de segurança para proteger a saúde dos atletas
Correr em um campo de mais de 100 metros, embaixo de um sol forte, não é tarefa fácil nem para os atletas mais bem preparados. Foi pensando na saúde dos atletas que a FIFA estabeleceu a pausa para hidratação (ou cooling break) como medida obrigatória em resposta ao aumento das temperaturas globais e aos riscos crescentes de estresse térmico em atletas de elite.
A Copa do Mundo de 2026, que começa nesta quinta-feira (11), coloca ciência e esporte lado a lado. Isso por que alertas científicos constataram que 14 das 16 sedes —entre Canadá, México e Estados Unidos — podem registrar calor a níveis perigosos, durante a competição.
O critério técnico das pausas
O parâmetro técnico que embasou a maior entidade esportiva do mundo foi o índice WBGT (Wet-Bulb Globe Temperature), que avalia o estresse térmico combinando temperatura do ar, umidade, velocidade do vento e radiação solar.
Recomendamos para você
Presidente da Fifa é retratado como fantoche de Trump em jornal francês
Capa do jornal 'L'Équipe'. Reprodução/L'Équipe O presidente da Fifa, Gianni Infantino, a...
Publicado em 2026-06-10 13:48:33
Com votos do exterior, Fujimori reduz diferença para esquerdista na apuração no Peru
Keiko Fujimori está crescendo na apuração da eleição presidencial no Peru conforme são contabi...
Publicado em 2026-06-10 13:47:29
CCJ da Câmara aprova proposta que reduz maioridade penal de 18 para 16 anos
Votação se deu por 44 a 18 votos depois de ser adiada três vezes; texto agora segue para análise...
Publicado em 2026-06-10 13:44:22Estudos realizados durante o Mundial de Clubes de 2025 revelaram que o desempenho físico dos jogadores sofre quedas significativas já a partir dos 28°C de WBGT, reduzindo a distância total percorrida e a intensidade das corridas.
: Teste para cardíaco? Médica explica riscos durante a Copa do Mundo
Segundo as normas vigentes, as pausas de três minutos em cada tempo de jogo tornam-se mandatórias quando o WBGT atinge ou supera os 32°C. O desencontro já foi motivo de manifesto de atletas e e comunidade científica, por normas mais abrangentes.
Prevenção de riscos fatais
O chamado golpe de calor (EHS) é o que mais preocupa especialistas. A condição emergencial ocorre quando o corpo perde a capacidade de termorregulação. Essa condição apresenta uma taxa de mortalidade de até 33% quando associado à hipotensão.
Além das pausas para ingestão de água, o protocolo atual instituído pela FIFA, inclui o uso de toalhas imersas em gelo e bancos de reservas climatizados.
Diante do cenário de mudanças climáticas, especialistas sugerem que as pausas sejam estendidas para seis minutos, garantindo que a temperatura central dos atletas permaneça em níveis seguros durante toda a competição.