Diante de uma parada cardíaca, o tempo é vida. Quanto mais rápido o socorro à vítima for prestado, maiores são as chances de sobrevivência e menores os riscos de sequelas neurológicas. É o que mostra o novo episódio do “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista“, que será exibido neste sábado (26).
Ao lado do Dr. Roberto Kalil, os especialistas Sérgio Timerman, diretor do Centro de Parada Cardíaca, do Time de Resposta Rápida e de Ciência da Ressuscitação do InCor do HC-FMUSP, e Camila Lunardi, médica emergencista e presidente da ABRAMEDE (Associação Brasileira de Medicina de Emergência), explicam como funciona a “cadeia de sobrevivência“, conjunto de etapas que devem ser seguidas no atendimento a uma pessoa em parada cardíaca para garantir a sobrevida do paciente.
De acordo com os especialistas, a cadeia inclui manobras de ressuscitação, como a massagem cardíaca, que são essenciais para manter a circulação sanguínea enquanto o coração está parado. Essas manobras, inclusive, podem e devem ser realizadas por leigos enquanto o socorro especializado não chega ao local da emergência.
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Publicado em 2026-09-25 15:44:38Por isso, os especialistas defendem que toda a população seja treinada para realizar o atendimento a uma pessoa em parada cardíaca. De acordo com os médicos, as chances de uma pessoa sobreviver ao problema são de apenas 15% fora do ambiente hospitalar.
Em lugares onde há treinamento especializado, essa taxa pode aumentar: no metrô de São Paulo, por exemplo, onde a equipe está preparada para socorrer passageiros em parada cardíaca, a taxa de sobrevivência é de 40%, segundo os especialistas.
Além da massagem cardíaca, é imprescindível o uso de desfibriladores para que os batimentos cardíacos sejam restabelecidos. A legislação brasileira exige a presença desse aparato e equipes treinadas em locais com grande circulação de pessoas, e o tempo entre a parada e o primeiro choque dita as estatísticas globais de salvamento.
“CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” vai ao ar no sábado (26), às 19h30, na CNN Brasil