Ouro fecha em queda pressionado por expectativa de juros altos
Negociações entre Washington e Teerã também influenciam movimento dos metais
O ouro fechou em queda nesta segunda-feira (22) pressionado pela percepção de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã e pela expectativa de juros elevados nos EUA por mais tempo. O enfraquecimento da demanda por ativos de proteção e a valorização do dólar também pesaram sobre o metal precioso ao longo da sessão.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em queda de 1,02%, a US$ 4.202,70 por onça-troy.
Já a prata para julho recuou 1,11%, a US$ 65,583 por onça-troy.
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Publicado em 2026-06-22 15:21:07As negociações entre Washington e Teerã influenciam o movimento dos metais. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que houve progresso nas conversas e indicou a retomada de inspeções da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), embora a mídia iraniana tenha contestado a informação.
Segundo analistas do Saxo Bank, os avanços diplomáticos entre EUA e Irã e os esforços para manter a navegação no Estreito de Ormuz aliviaram os temores de interrupções no fornecimento de energia e de pressões inflacionárias, diminuindo o apelo do ouro como porto seguro.
Além do fator geopolítico, o mercado continuou reagindo ao tom considerado conservador do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano).
De acordo com o Saxo Bank, declarações recentes do presidente da autoridade monetária, Kevin Warsh, reforçaram a percepção de que os juros poderão permanecer elevados por mais tempo, aumentando o custo de oportunidade de manter posições em ativos que não oferecem rendimento, como o ouro.
O índice do dólar também avançou, tornando as commodities denominadas na moeda norte-americana mais caras para compradores estrangeiros.
O Morgan Stanley também avaliou que juros elevados continuam sendo um obstáculo para novas altas do ouro, ao limitar a demanda por ETFs lastreados no metal.
Apesar de manter uma visão positiva para o longo prazo, o banco destacou que a redução das tensões no Oriente Médio e a queda do petróleo diminuem parte do suporte recente aos preços.
*Com informações da Dow Jones Newswires.