O empresário Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. (Foto: SAP-SP/EFE)

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Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, amarrou tão bem sua rede de relações financeiras nos Três Poderes que agora ninguém em Brasília quer sua delação – nem gente poderosa do Congresso, tampouco o Palácio do Planalto (onde respingam seus tentáculos baianos) até em quem mais manda no país hoje, o Judiciário.

Na Polícia Federal, para quem Vorcaro já entregou duas tentativas, nada andou porque falou o que os investigadores já sabem. Ele teria de entregar onde estão boa parte dos R$ 60 bilhões que promete devolver para passar uma temporada mais curta na cadeia. A sensação em Brasília é de desconforto e uma tensão gigante sobre a governabilidade do Brasil – no Legislativo e Judiciário, principalmente. Se a PF ou a PGR aceita a deleção de Vorcaro, o governo para.

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O que já está acertado no Palácio, sobre a 2ª indicação do AGU Jorge Messias, o Bessias, para o Supremo Tribunal Federal: Lula da Silva só o faz em fevereiro de 2027 caso seja reeleito. Com a caneta de mais quatro anos na mão, o verão será o tempo necessário para abrir o caminho no Senado. Caso Lula perca a eleição, Messias cai junto no ato, e terá de se contentar em ser o único rejeitado pela Casa Alta em 132 anos.

Candidatos de Bolsonaro

Mesmo em prisão domiciliar e com a saúde debilitada, o ex-presidente Jair Bolsonaro já tinha enviado sinais, quando podia: ele não abre mão das candidaturas ao Senado do filho Carlos em Santa Catarina, da esposa Michelle no Distrito Federal e do deputado Hélio “Negão” em Roraima, mesmo que isso cause perda de apoios locais por palanques antes combinados pelos diretórios regionais.

Alô, Gonet

O deputado Beto Preto (PSD-PR) enviou o Ofício 126/26 da 1ª Secretaria da Câmara à Procuradoria Geral da República/MPF, no qual sugere que o MPF crie Câmaras nas cinco regiões do Brasil “para acompanhamento de concessões de infraestrutura rodoviária, aquaviária, ferroviária e aeroportuária, vinculadas às regionalizações do Judiciário”. Ou seja, uma lupa maior da Justiça Federal sobre as licitações...

"Jeitinho" que mata

O país do jeitinho mata. O Brasil é um dos que mais tem leis e o que quase nada fiscaliza, em todos os setores da sociedade. A morte da jovem no jump de Limeira (SP), jogada de uma ponte por três incompetentes, e o acidente dos helicópteros no Rio são dois exemplos. Ninguém segue as regras. A ponte estava interditada. Os aparelhos não poderiam fazer táxi aéreo e não tinham plano de voo no controle aéreo.

Terroristas, sim!

Já se passaram 17 dias e a Caema – o Bope da Bahia – não deu uma resposta sequer aos bandidos do CV que controlam Itaporanga, região de Trancoso, e cometeram crime terrível. Numa crueldade sem precedente, mataram com 28 tiros o jardineiro Felipe Ferreira, 34, porque suspeitaram que ele entregou uma “boca de fumo”. Seu corpo foi levado pelos traficantes e encontrado decapitado numa mata cinco dias depois.

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Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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