Um estudo produzido por cientistas da Universidade de Exeter descobriu que orangotangos-de-bornéu utilizam plantas medicinais para – entre outras coisas – relaxarem. Os efeitos anestésicos são experimentados em diversas situações.
O levantamento investiga a zoofarmacognosia – estudo dos comportamentos medicinais em animais não humanos – nos primatas e como a automedicação é recorrente na espécie.
Pesquisadores aplicaram métodos estatísticos avançados em um banco de dados de 20 anos para identificar combinações não aleatórias de recursos alimentares com propriedades farmacológicas conhecidas.
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Publicado em 2026-06-28 15:45:58O foco principal da pesquisa é a Hipótese da Combinação de Recursos Automedicativos (SMRCH), que propõe que os orangotangos combinam deliberadamente recursos terapêuticos para otimizar a recuperação de doenças ou ferimentos.
Resultados
As conclusões deram conta de que o comportamento de tratar terapeuticamente doenças ou ferimentos em si mesmos ou em outros é comum.
O estudo identificou o uso de plantas com propriedades farmacológicas para promoverem o alívio físico e efeitos no sistema nervoso.
As plantas são utilizadas também para tratamento de ferimentos, alívio de dores musculares e articulares, além do combate a parasitas e proteção contra insetos.
Uso para relaxar
Uma planta identificada como Pandanus spp., que aparece nas combinações alimentares dos orangotangos, possui propriedades documentadas como depressora do Sistema Nervoso Central (SNC).
Fêmeas adultas foram observadas aplicando folhas mastigadas de Dracaena cantleyi para aliviar quimicamente o desconforto muscular ou articular, possivelmente causado pelo esforço de carregar seus filhotes.
O estudo sugere que as combinações de plantas consumidas, como as que envolvem a Fibraurea tinctoria, podem fornecer efeitos analgésicos e neuroprotetores simultâneos.