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Uma megaoperação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) cumpre 151 mandados de prisão temporária nesta quarta-feira (1º) de pessoas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) em seis estados do país. A Operação Coluna Sul é um desdobramento da Operação Maserati e busca enfraquecer a estrutura e a capacidade de articulação da organização criminosa.
Ao todo, são cumpridos 320 ordens judiciais, sendo 168 de busca e apreensão, no próprio estado catarinense e no Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo.
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Publicado em 2026-07-01 10:20:55O PCC já foi alvo de 284 operações em quatro anos, segundo dados da Polícia Federal. Mais de 1,1 mil pessoas ligadas à facção foram presas no período.
Segundo o MPSP, a operação mobiliza uma grande força de segurança em Santa Catarina, com 103 integrantes do Gaeco, aproximadamente 552 agentes, 198 viaturas e dois helicópteros. As diligências têm apoio, ainda, das polícias Civil, Militar e Penal, do Corpo de Bombeiros Militar e das forças de segurança dos demais estados envolvidos.
Durante o cumprimento dos mandados no Paraná, policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) foram recebidos a tiros por suspeitos ligados ao PCC. Conforme o Ministério Público, os agentes reagiram à “injusta agressão” para conter o ataque, e um dos criminosos morreu no confronto após, segundo a investigação, atirar contra os policiais com uma pistola equipada com seletor de rajada.
As primeiras imagens divulgadas pelo MPSC apontam que alguns dos mandados foram cumpridos dentro de uma penitenciária. O local não foi divulgado.
A Operação Maserati foi deflagrada pelo Gaeco de Santa Catarina em 2021 para desarticular a estrutura do PCC que tentava expandir a atuação no estado. Ao longo das fases seguintes, a força-tarefa identificou integrantes, apreendeu drogas, armas e documentos, além de reunir provas sobre a organização e seu funcionamento.
A primeira fase da Operação Maserati cumpriu 120 mandados de prisão e 142 de busca e apreensão em seis estados e revelou que a facção possuía uma estrutura hierárquica semelhante à de uma empresa, com divisão de funções e planejamento para ampliar o controle do tráfico de drogas e de outras atividades criminosas em Santa Catarina. As investigações também apontaram ligação do grupo com homicídios, roubos e crimes praticados dentro e fora do sistema prisional.
Em 2023, a segunda e a terceira fases da Operação Maserati ampliaram o cerco aos investigados, com novos mandados de prisão e de busca e apreensão em diversos estados. Segundo o Ministério Público, as provas reunidas nessas etapas permitiram identificar novos integrantes e aprofundar o mapeamento da atuação da facção criminosa.
As fases anteriores da Operação Maserati levaram à deflagração da ação desta quarta-feira (1º), com o objetivo de enfraquecer a capacidade de articulação da organização criminosa com atuação dentro e fora dos presídios.