ONU: Riscos climáticos precisam ser prioridade para ministros das Finanças
Secretário-geral da Organização declarou que autoridades de investimento público devem tratar eventos climático como política econômica fundamental, a fim de mobilizar mais recursos internos
O secretário-geral da ONU (Organização Nações Unidas), António Guterres, afirmou nesta quarta-feira (24) que a adaptação às mudanças climáticas precisa ser tratada como uma prioridade central para os governos — e devidamente valorizada pelo sistema financeiro —, à medida que os riscos climáticos se intensificam e o déficit de financiamento se amplia.
Com secas, inundações e outros eventos climáticos extremos afetando comunidades em todo o mundo, Guterres disse a formuladores de políticas e líderes financeiros na Semana de Ação Climática de Londres que a adaptação tem sido, até agora, subvalorizada e cronicamente subfinanciada.
“Ministros das Finanças, bancos centrais, ministérios de planejamento e autoridades de investimento público precisam tratar o risco climático como uma política econômica fundamental, a fim de mobilizar mais recursos internos”, declarou ele, instando os governos a incorporar o risco climático em todas as esferas, desde a política fiscal até a regulamentação.
Recomendamos para você
Juíza federal derruba ordem de Trump que exigia prova de cidadania para votar
Uma juíza federal bloqueou uma ordem de Trump que exigia dos eleitores prova de cidadania para vota...
Publicado em 2026-06-24 18:19:48
Neblina desvia 12 voos de Viracopos para outros aeroportos
Neblina densa encobre bairros e afeta rodovias de Campinas; entenda fenômeno A neblina dens...
Publicado em 2026-06-24 18:19:48
Prefeito de Taubaté indica atual pró-reitora para comando da Unitau; posse de nova gestão é em julho
Foto 1: fachada da Unitau | Foto 2: Letícia Maria Pinto da Costa | Foto 3: Alexandre de Pa...
Publicado em 2026-06-24 18:04:05Para preencher essa lacuna, será necessária uma ampla combinação de ferramentas, disse Guterres, incluindo tributação sobre indústrias poluidoras, estruturas de financiamento misto e garantias para incentivar o investimento privado.
Ele defendeu a cobrança de impostos sobre lucros extraordinários das empresas de combustíveis fósseis, com os recursos arrecadados direcionados para a adaptação e para cobrir perdas e danos relacionados ao clima.
Tendo como pano de fundo a reforma dos bancos mundiais de desenvolvimento, ele afirmou que seus acionistas devem dar às instituições financeiras “muito mais poder de ação”, incluindo aumento de capital, para ampliar os empréstimos destinados a projetos de fortalecimento da resiliência.
A necessidade de maior financiamento público e por meio de doações é mais premente nos países em desenvolvimento, disse ele, que são os mais expostos aos impactos climáticos, mas têm a menor capacidade de se preparar.
De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, esses países precisarão de US$ 310 bilhões a US$ 365 bilhões por ano até 2035, mas receberam apenas cerca de US$ 26 bilhões em 2023.