A Organização dos Estados Americanos (OEA) vai enviar uma missão para acompanhar as eleições de 2026 no Brasil. Os observadores estarão no país tanto no primeiro turno, marcado para 4 de outubro, quanto em um eventual segundo turno, em 25 de outubro.
Não será a primeira vez que observadores da organização acompanham uma eleição brasileira. A OEA envia missões ao país desde 2018, e a de 2026 será a quinta.
A missão será chefiada por José Miguel Insulza, ex-senador e ex-ministro das Relações Exteriores do Chile e ex-secretário-geral da OEA. Um acordo foi assinado com o governo brasileiro nos Estados Unidos, segundo a organização.
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Publicado em 2026-08-13 17:49:38Em 2022, a OEA também observou as eleições presidenciais e fez avaliações positivas dos dois turnos.
Após o primeiro turno, a missão afirmou que a votação havia ocorrido "com ordem e normalidade" e destacou que o resultado foi reconhecido "por todos os atores políticos".
Depois do segundo turno, a OEA afirmou que a "urna eletrônica brasileira mais uma vez comprovou sua eficácia", com resultados rápidos e divulgados sem contratempos.
A missão, que contou com 111 observadores entre os dois turnos, também elogiou o trabalho do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o relatório, o tribunal atuou em um "contexto complexo, marcado pela polarização, desinformação e ataques às instituições eleitorais".
OEA contestou eleição na Venezuela
As missões e avaliações eleitorais da OEA também já resultaram em críticas a processos eleitorais na região.
Em julho de 2024, a organização afirmou não reconhecer o resultado anunciado pelas autoridades eleitorais da Venezuela, que declarou Nicolás Maduro vencedor da eleição presidencial.
Em um relatório sobre o pleito, a OEA afirmou haver indícios de que o governo Maduro havia distorcido o resultado e citou relatos de "ilegalidades, vícios e más práticas".
A organização também afirmou que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) proclamou Maduro vencedor sem apresentar os dados necessários para comprovar o resultado. Segundo a OEA, os números divulgados oficialmente apresentavam "erros aritméticos".