Com quase 10 anos de seu lançamento, o 720S continua sendo a base para os lançamentos intermediários da McLaren, já que, nesta quinta-feira (9), a fabricante britânica revelou sua mais nova variante: a 788HS.
Sendo o terceiro modelo a receber a sigla HS (High Sport) da montadora, depois da MP4-12C HS e da MSO HS (baseada na antecessora 650s), o modelo busca chegar ao ápice do que a plataforma que estreou em 2017 pode entregar em quase todos os quesitos.
O novo High Sport supera todos os seus irmãos mais velhos, seja em peso, potência, suspensão, aerodinâmica ou exclusividade, o que pode sugerir um possível final para o quase interminável legado do velho 720S.
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Publicado em 2026-07-13 19:23:27Onde a 788HS se encaixa no universo McLaren?
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Nova McLaren 788HS • Divulgação - McLaren
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McLaren W1 • DIvulgação - McLaren
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McLaren W1 • DIvulgação - McLaren
Para entender o peso do lançamento da 788HS, é preciso olhar para a hierarquia das linhas da marca, que são muito bem definidas na seguinte maneira:
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Sports Series (Os esportivos de entrada): Foi a linha responsável por popularizar a marca no mercado global com modelos icônicos como o 540C, 570S e o mais agressivo 600LT. Hoje, quem ocupa essa prateleira é o Artura, o primeiro híbrido plug-in V6 de produção da marca.
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Super Series (Os intermediários): É aqui que a 788HS se encaixa. Essa linhagem representa os principais produtos da McLaren (equivalente aos V8 centrais da Ferrari), iniciada pelo 650S e sua variante semi-pista, o 675LT. Em 2017, a introdução do 720S revirou o mercado de supercarros de tal maneira que, além de formalizar o nome da linhagem “Super Series” e render a variante semi-pista 765LT, sua motorização e design ultrapassaram sua geração e foram para o mais recente 750S. A 788HS chega como o ápice técnico e o possível fim desta geração, dando espaço para o desenvolvimento de uma nova plataforma, linguagem de design e motorização, que deve ser eletrificada em breve, seguindo os padrões das concorrentes Ferrari, Lamborghini e Porsche.
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Ultimate Series (A vitrine da McLaren): Desta linhagem saem apenas os modelos mais exclusivos e competentes da McLaren, seja em aerodinâmica, aceleração, performance em pista, velocidade final ou até pioneirismo em novas tecnologias. Daqui saíram a icônica F1, por muitos anos o carro mais rápido do mundo; a P1, um dos primeiros hipercarros da era da eletrificação e integrante da icônica “santíssima trindade” ao lado da Ferrari LaFerrari e do Porsche 918 Spyder; a Senna, feita em homenagem ao piloto brasileiro Ayrton Senna, desenvolvida por seu sobrinho Bruno Senna, e considerada o ápice do carro de pista por muitos anos; e a recém-revelada W1, que promete resultar em mais uma revolução de performance da montadora com seu sistema híbrido customizado e asa traseira com mobilidade nunca antes vista em carros de rua.
Performance: M840T levado ao limite
O motor M840T V8 biturbo de 4.0 litros da McLaren recebeu uma nova calibração de pista para a 788HS. O propulsor agora gira até os 8.500 rpm para entregar 788 cv de potência e 800 Nm de torque.
A McLaren sempre teve como principal pilar a sua obsessão pelo alívio de peso. Construída sobre um monocoque de fibra de carbono, a 788HS pesa apenas 1.265 kg. O resultado é uma relação peso-potência de 623 cv por tonelada — a maior de toda a história desta plataforma.
Os números de aceleração passam de raspão na categoria Ultimate:
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0 a 100 km/h: 2,8 segundos
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0 a 200 km/h: 7 segundos cravados
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Velocidade máxima: 330 km/h
Para aprimorar a sonoridade do já clássico motor, a marca redesenhou o sistema de escapamento com quatro saídas centrais feitas inteiramente em titânio, além de instalar caixas acústicas integradas que transferem o ronco puro do V8 diretamente para a cabine.
“A nova McLaren 788HS foi projetada com um único foco: entregar uma experiência visceral e uma condução cativante por meio do equilíbrio preciso de desempenho, som, dinamismo e individualidade”, afirma Henrik Wilhelmsmeyer, Diretor Comercial da McLaren Automotive. “Ela representa a expressão máxima da nossa série Super Series.”
Aprimoramentos de (aero)dinâmica
Visualmente, a carroceria esculpida totalmente em fibra de carbono não esconde sua inspiração nas pistas. O pacote aerodinâmico traz um capô inédito com o sistema S-Duct (herdado das pistas de corrida para canalizar o fluxo de ar), um splitter dianteiro multizona e um difusor traseiro inspirado diretamente nos carros de Fórmula 1. Com isso, o modelo gera 10% mais downforce do que a já extrema 765LT.
Na parte dinâmica, o supercarro adota o avançado sistema de suspensão hidráulica interligada Proactive Chassis Control III, com uma calibração sob medida e uma altura de rodagem dianteira 5 mm mais baixa que a do 750S para respostas de direção mais precisas.
A força de frenagem fica por conta de discos de carbono-cerâmica herdados diretamente da Senna, mordidos por pinças dianteiras de alumínio forjado de seis pistões com dutos de resfriamento integrados. Outra novidade histórica para a plataforma é a estreia das rodas de liga leve forjada com cubo rápido (center-lock), típicos de carros de corrida.
A assinatura da MSO
Como todo encerramento de era gloriosa, a exclusividade é garantida. A produção da McLaren 788HS será estritamente limitada a apenas 200 unidades no mundo, divididas igualmente em 100 exemplares na versão Coupé e 100 na variante conversível Spider.
O projeto foi desenhado em parceria com a divisão de projetos especiais MSO (McLaren Special Operations), permitindo que os clientes escolham desde acabamentos internos personalizados com o padrão de perfuração exclusivo da grife “HS” até a opção de deixar 100% da carroceria com a fibra de carbono exposta em acabamento brilhante ou acetinado.